Os índices também preocupam nas grandes cidades do Vale do Sinos. Em Novo Hamburgo, sob responsabilidade de um departamento vinculado ao Executivo, nem 10% do esgoto é coletado ou tratado, com a rede municipal atendendo apenas 6,7% da população. Já em São Leopoldo, também com serviço próprio da prefeitura, embora 80% seja coletado, apenas 19,9% do que é gerado em esgoto é tratado.
Mas o maior problema está nos municípios metropolitanos com menos de 100 mil habitantes da região. Estância Velha, com seus quase 50 mil residentes, não atinge 1% na coleta do material gerado segundo o Sinisa 2023, embora, conforme atualizou a Corsan à reportagem, cumpra com a exigência de abastecimento de água. Campo Bom não coleta 99,8% do esgoto, mas também abastece a totalidade dos habitantes d’água. As duas são atendidas pela Corsan/Aegea.
O acesso à água potável também é um problema nessas pequenas cidades pertencentes ao Vale do Sinos. Três dos 14 municípios dessa porção do território gaúcho ofertavam, pelo Sinisa 2023, o serviço a menos da metade da sua população: Araricá (11,6%), que possui serviço de saneamento próprio do município, Portão (39,9%) e Nova Hartz (17,5%), esses sob a alçada da Corsan/Aegea. Entretanto, os dados atualizados da Companhia representam uma evolução, com Portão tendo chegado aos 92,78% e Nova Hartz aos 32,95%.
Canoas avança mais rapidamente em direção ao Marco Legal do Saneamento. A cidade mais populosa do Vale do Sinos, com quase 350 mil habitantes, aumentou o investimento médio no setor via Corsan/Aegea. Assim, enquanto 100% da população possui água potável, 89,7% tem acesso à coleta de esgoto. Falta ampliar o tratamento, que ainda está em 44,3%.