Para atuar como piloto agrícola no Brasil, não basta apenas saber voar. A profissão exige uma formação progressiva, regulamentada e altamente técnica. O primeiro passo é obter a licença de piloto privado (PP), com cerca de 40 horas de voo, permitindo operações não remuneradas. Na sequência, o aluno avança para piloto comercial (PC), etapa que habilita a atuação profissional e exige mais 110 horas de voo, totalizando cerca de 150 horas.
Muitos seguem também para a formação de instrutor de voo (INVA), mantendo esse patamar de horas, mas com foco no aprimoramento técnico e na formação de novos pilotos. Após essa etapa, há oportunidades de ingresso na própria escola: os instrutores mais bem avaliados podem ser selecionados para atuar profissionalmente, passando a acumular experiência enquanto são remunerados por hora de voo.

A especialização como piloto agrícola vem na etapa seguinte. Para iniciar o curso, o piloto precisa ter aproximadamente 370 horas de voo. A formação é concluída com cerca de 401 horas totais, incluindo 31 horas de voo prático específicas do curso de aviação agrícola (Cavag).
Na parte teórica, são cerca de 120 horas de aula, abordando conteúdos como calibração de aeronaves, teoria da gota, uso de DGPS agrícola, legislação aplicada à atividade e noções de produção agrícola.