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Publicada em 13 de Março de 2026 às 17:14

Macrorregião Metropolitana atrai perfis diversos de estrangeiros

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Ana Stobbe
Ana Stobbe Repórter




Embora esteja atrás da Serra e do Norte do Estado, a Macrorregião Metropolitana concentra um importante contingente de imigrantes no mercado de trabalho formal. Afinal, há, nela, uma vasta gama de atividades profissionais: da indústria ao comércio, dos serviços especializados aos que não exigem formação específica. Consequentemente, o perfil dos estrangeiros é bastante diverso.


Embora esteja atrás da Serra e do Norte do Estado, a Macrorregião Metropolitana concentra um importante contingente de imigrantes no mercado de trabalho formal. Afinal, há, nela, uma vasta gama de atividades profissionais: da indústria ao comércio, dos serviços especializados aos que não exigem formação específica. Consequentemente, o perfil dos estrangeiros é bastante diverso.
Há, é claro, imigrantes que, sozinhos, contam a história de muitos. É o caso de Miriannys de Los Angeles, de 29 anos, venezuelana como 55% dos estrangeiros que trabalham no Rio Grande do Sul. A sua nacionalidade é, inclusive, a que mais tem crescido sua participação nos ingressos ao País.
Como a maioria desses migrantes, ela deixou seu país por Roraima, estado brasileiro que faz fronteira com a Venezuela. E, de lá, rumou ao Sul. O motivo? Dificuldades econômicas relacionadas à conturbada política de sua nação. A tudo isso, somou-se uma gravidez de Miriannys. Os planos? Realizar o parto no Brasil, onde havia mais estrutura, e retornar, quando possível, para casa.
Mas as expectativas acabaram se transformando. O que era para ser uma mudança temporária, em 2026 se encaminha para o seu nono ano de residência no Brasil. "Quando chegamos aqui, em 2018, a situação lá ficou pior. Foi um momento ainda mais difícil, e decidimos ficar. Ganhei minha filha e uma amiga viajou com o esposo para o Rio Grande do Sul", relembra Miriannys.
Roraima estava superpopulada, com falta de moradias disponíveis e de vagas de trabalho. Foi daí que surgiu a vontade de ir ao Sul. "Quando cheguei aqui, eu não tinha nada. Igual quando deixei a Venezuela, só com uma mala. Meu marido trabalhava de pedreiro e, às vezes, com a diária que ele recebia só conseguíamos comer, pagar as coisas de casa e complementar um pouco o aluguel", conta a imigrante. Outra dificuldade era a barreira linguística, que, por aplicativos de telefone e no convívio diário com a população local, foi transpassada gradualmente.
Chegando ao Rio Grande do Sul, em 2020, não tardou a conseguir um emprego. Com o auxílio de um grupo voltado ao apoio de estrangeiros, pôde encontrar uma casa para alugar junto ao esposo e, em poucos meses, foi contratada para trabalhar na padaria do Grupo Asun, em Cachoeirinha. Com o tempo, foi crescendo profissionalmente e hoje é a responsável pelo setor.
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Hoje, Miriannys tem sua casa própria e pôde trazer boa parte da família para morar junto a ela. "Menos meu pai, que ainda está apegado às coisas dele lá", conta. Deles, apenas os menores de idade ainda não estão formalmente empregados.
Para o futuro, ela planeja conseguir obter o diploma que, por ter deixado o país, não foi emitido pela universidade em que estudou. E, assim, poder atuar na área à qual dedicou seus estudos: a Engenharia de Petróleo. Sonhando com um horizonte melhor, espera poder, um dia, voltar — ao menos para visitar — à nação em que viveu grande parte de sua vida.

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