Porto Alegre,

Publicada em 04 de Novembro de 2026 às 14:41

Famílias recebem 44 casas em bairro de Eldorado do Sul reconstruído após a enchente

A moradora Joana Darc Netto da Silva foi contemplada com uma casa na Vila Costaneira, em Eldorado do Sul

A moradora Joana Darc Netto da Silva foi contemplada com uma casa na Vila Costaneira, em Eldorado do Sul

Marcus Meneghetti/JC
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Marcus Meneghetti
As 316 famílias que vivem em um dos locais mais afetados pela enchente de 2024 – a Vila Costaneira, em Eldorado do Sul – receberam 44 novas moradias. A entrega foi realizada em solenidade nesta terça-feira (3). Junto com as casas, foram realizadas 200 melhorias habitacionais, erguidos 13 postes de iluminação solar e um Centro de Referência para a realização de eventos na comunidade. Além disso, 203 pessoas receberam capacitação profissional.
O investimento total foi de R$ 18 milhões, dos quais R$ 12 milhões foram de recursos privados oriundos de empresas patrocinadoras como a Gerdau e a Melnick, e R$ 6 milhões vieram da prefeitura de Eldorado do Sul. As obras são uma parceria entre o governo do Estado, a prefeitura e a ONG Gerando Falcões, entidade que conecta agentes públicos, empresas privadas e ONGs locais em projetos de superação da pobreza.
O projeto, que iniciou com o acolhimento das famílias afetadas logo após a enchente, termina em março de 2027, com a entrega da rede de saneamento básico e pavimentação das ruas. Segundo o vice-prefeito de Eldorado do Sul, Giovani Martins, a rede de saneamento e o asfaltamento das ruas devem ser concluídos com recursos do Fundo do Plano Rio Grande (Funrigs).
O fundo foi criado para financiar obras de resiliência e reconstrução após a enchente. Ele é alimentado com recursos oriundos da suspensão da dívida do Estado com a União, cujas parcelas mensais giram em torno de R$ 300 milhões. Em outubro de 2026, o saldo do Funrigs passava de R$ 10 bilhões.
“O poder público não tem recurso para fazer tudo, especialmente após uma catástrofe como a enchente. Graças à parceria com a iniciativa privada e ao governo do Estado, conseguimos entregar as moradias”, afirmou Martins – em um evento na Vila Costaneira, onde diversas lideranças envolvidas no projeto apresentaram os resultados.
A moradora da Vila Costaneira Joana Darc Netto da Silva, cuja casa foi seriamente danificada durante a enchente, foi uma das contempladas com uma moradia. “A gente voltou para a dignidade. Não temos tudo o que queremos, mas temos tudo o que precisamos dentro de casa. Hoje meu marido está trabalhando, tenho um muro construído e uma casa que, para mim, é um palácio”, relatou Joana Darc.
A CEO do Instituto Ascendendo Mentes, Nina Cardoso, coordenou as atividades na comunidade de Eldorado do Sul. “Quando o projeto Favela 3D chegou à comunidade no mesmo mês da enchente, a comunidade estava passando por grandes danos físicos. O projeto tem dois anos de duração. O segundo ano é quando começa a parte de melhoria habitacional e novas moradias. Mas a transformação dessas casas, que já estavam muito ruins e se tornaram um risco após a enchente, foi um dos primeiros e principais desafios nessa comunidade”, relembrou Nina.
E completou: ”A dignidade passa pela questão da moradia, mas também por educação, geração de renda e várias outras frentes que o projeto atua. Por isso, mais de 200 pessoas foram formadas (em cursos de capacitação). Um dos desafios até o fim do projeto, em março, é trazer o transporte público para a região”.
As 316 famílias que vivem em um dos locais mais afetados pela enchente de 2024 – a Vila Costaneira, em Eldorado do Sul – receberam 44 novas moradias. A entrega foi realizada em solenidade nesta terça-feira (3). Junto com as casas, foram realizadas 200 melhorias habitacionais, erguidos 13 postes de iluminação solar e um Centro de Referência para a realização de eventos na comunidade. Além disso, 203 pessoas receberam capacitação profissional.
O investimento total foi de R$ 18 milhões, dos quais R$ 12 milhões foram de recursos privados oriundos de empresas patrocinadoras como a Gerdau e a Melnick, e R$ 6 milhões vieram da prefeitura de Eldorado do Sul. As obras são uma parceria entre o governo do Estado, a prefeitura e a ONG Gerando Falcões, entidade que conecta agentes públicos, empresas privadas e ONGs locais em projetos de superação da pobreza.
O projeto, que iniciou com o acolhimento das famílias afetadas logo após a enchente, termina em março de 2027, com a entrega da rede de saneamento básico e pavimentação das ruas. Segundo o vice-prefeito de Eldorado do Sul, Giovani Martins, a rede de saneamento e o asfaltamento das ruas devem ser concluídos com recursos do Fundo do Plano Rio Grande (Funrigs).
O fundo foi criado para financiar obras de resiliência e reconstrução após a enchente. Ele é alimentado com recursos oriundos da suspensão da dívida do Estado com a União, cujas parcelas mensais giram em torno de R$ 300 milhões. Em outubro de 2026, o saldo do Funrigs passava de R$ 10 bilhões.
“O poder público não tem recurso para fazer tudo, especialmente após uma catástrofe como a enchente. Graças à parceria com a iniciativa privada e ao governo do Estado, conseguimos entregar as moradias”, afirmou Martins – em um evento na Vila Costaneira, onde diversas lideranças envolvidas no projeto apresentaram os resultados.
A moradora da Vila Costaneira Joana Darc Netto da Silva, cuja casa foi seriamente danificada durante a enchente, foi uma das contempladas com uma moradia. “A gente voltou para a dignidade. Não temos tudo o que queremos, mas temos tudo o que precisamos dentro de casa. Hoje meu marido está trabalhando, tenho um muro construído e uma casa que, para mim, é um palácio”, relatou Joana Darc.
A CEO do Instituto Ascendendo Mentes, Nina Cardoso, coordenou as atividades na comunidade de Eldorado do Sul. “Quando o projeto Favela 3D chegou à comunidade no mesmo mês da enchente, a comunidade estava passando por grandes danos físicos. O projeto tem dois anos de duração. O segundo ano é quando começa a parte de melhoria habitacional e novas moradias. Mas a transformação dessas casas, que já estavam muito ruins e se tornaram um risco após a enchente, foi um dos primeiros e principais desafios nessa comunidade”, relembrou Nina.
E completou: ”A dignidade passa pela questão da moradia, mas também por educação, geração de renda e várias outras frentes que o projeto atua. Por isso, mais de 200 pessoas foram formadas (em cursos de capacitação). Um dos desafios até o fim do projeto, em março, é trazer o transporte público para a região”.

Revitalização da Vila Costaneira inclui aspectos socioeconômicos

O projeto de revitalização da Vila Costaneira seguiu a “tecnologia social” Favela 3D – Digna, Digital e Desenvolvida. Trata-se de uma metodologia de superação da pobreza desenvolvida pela ONG Gerando Falcões. Segundo o fundador e CEO da entidade, Edu Lyra, o projeto leva em conta dez indicadores para avaliar a qualidade na vida das famílias: a qualidade da água, moradia, alimentação; acesso à educação, saúde, internet, documentos e direitos; e a diversificação das fontes de renda e a criação de uma poupança.
Durante a apresentação dos resultados na Vila Costaneira, Lyra comemorou os avanços em quase todos os tópicos, mas projetou quais são os principais desafios nos próximos meses: a criação de poupanças e a diversificação das fontes de renda das famílias. “Nossa equipe tem um plano para isso”, garantiu.  
Além da reconstrução das moradias e infraestrutura do bairro, o projeto realizou oito mutirões de empregabilidade. Para ajudar a complementar a renda, também criou uma horta comunitária, a partir da qual 27 moradores conseguem tirar seu sustento. Na área da saúde, o programa também realizou mais de 600 atendimentos médicos, entre consultas, ações e campanhas no território, aproximando o cuidado das famílias que vivem na Vila Costaneira.
André Bier Gerdau Johannpeter, presidente do Conselho de Administração da Gerdau, uma das empresas patrocinadoras, celebrou o projeto por “devolver a dignidade para os moradores da Vila Costaneira”, afirma. Segundo o CEO do Grupo Melnick, Leandro Melnick, avaliou que o projeto “é uma das maiores obras de requalificação urbana da região Sul do Brasil.”

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