A prefeitura do Rio Grande e a Capitania dos Portos deram início ao processo de retirada de duas embarcações abandonadas na Lagoa dos Patos. Elas estão ao lado da Hidroviária, nos fundos da Câmara do Comércio. A ação visa eliminar riscos ambientais e à segurança da população, além de recuperar a paisagem do local, em frente a Lagoa dos Patos. A previsão é de que os trabalhos sejam concluídos até o final da semana.
Como parte do acordo para a retirada, o município está contribuindo com maquinários e mão de obra, enquanto as empresas realizam orientações técnicas e trabalhos específicos. A operação começou pela retirada das ferragens da área superior de uma das embarcações, e seguirá por partes até o desmonte completo. O processo também terá especial cuidado com a remoção de peças mais sensíveis, como as do motor.
Parte dos materiais será descartada adequadamente. Porém, outros componentes como cabos de aço, polias, mastros, peças dos motores e parafusos serão reaproveitados pela secretarias de Serviços Urbanos,e pelas empresas que colaboram com a operação.
De acordo com o secretário da pasta, Dirceu Lopes, as embarcações estão no local há vários anos. O processo de remoção já vinha sendo discutido inclusive judicialmente, com a participação de diversos órgãos públicos e os proprietários, buscando uma solução para a retirada das embarcações, agora iniciada.
“Essas embarcações estão aqui há anos e representam um risco ambiental importante, além de comprometerem a segurança e a paisagem da nossa orla. É um trabalho que envolve diversos órgãos e profissionais especializados, e estamos dando início a uma operação que busca liberar esse espaço e eliminar esse problema que há tantos anos prejudica a cidade”, afirmou.
O Capitão dos Portos do Rio Grande do Sul, Gutemberg da Silva Ferreira, reforçou a superação das etapas jurídicas e a participação de equipes especializadas na operação de retirada. “A gente conseguiu, enfim, a liberação, e isso está devidamente registrado. Nós estamos preocupados sempre com a segurança da navegação e também com a poluição hídrica. Também temos o apoio da Portos RS, então são várias frentes para fazermos uma operação segura”, frisou.