Porto Alegre,

Publicada em 30 de Outubro de 2026 às 16:17

Santa Summit leva inovação à economia tradicional em Santa Maria

Terceira edição do evento, no ano passado, teve a participação de 5 mil pessoas

Terceira edição do evento, no ano passado, teve a participação de 5 mil pessoas

Guilherme Brum/PMSM/Divulgação/Cidades
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Lívia Araújo
Lívia Araújo Repórter
O Santa Summit, conferência sobre inovação e desenvolvimento regional, está em andamento no Centro Desportivo Municipal (CDM), em Santa Maria, e o evento acontece até o próximo domingo (8). Com o tema "Inovação em movimento", a quarta edição ocorre de forma integrada à 32ª Multifeira de Santa Maria (Feisma) e busca levar a inovação a negócios da economia de base tradicional, segundo o  secretário de Desenvolvimento Econômico e Inovação de Santa Maria, Ronie Gabbi.
O Santa Summit, conferência sobre inovação e desenvolvimento regional, está em andamento no Centro Desportivo Municipal (CDM), em Santa Maria, e o evento acontece até o próximo domingo (8). Com o tema "Inovação em movimento", a quarta edição ocorre de forma integrada à 32ª Multifeira de Santa Maria (Feisma) e busca levar a inovação a negócios da economia de base tradicional, segundo o  secretário de Desenvolvimento Econômico e Inovação de Santa Maria, Ronie Gabbi.
A integração com a Feisma é, de acordo com o titular da pasta, um dos diferenciais desta edição. Maior feira multissetorial do interior do Estado, ela amplia a visibilidade do Summit e permite a aproximação com a comunidade empresarial tradicional. Para Gabbi, o conceito central é que "inovar não é uma ação isolada, mas um processo coletivo", construído pela articulação entre universidades, governo municipal e setor produtivo.
Gabbi afirma que a economia de Santa Maria depende hoje, em grande medida, do dinheiro público, com instituições como a Universidade Federal e 22 unidades militares, o segundo maior contingente do país. "Isso dá uma estabilidade muito grande na economia, mas também tira o viés do empreendedorismo", avalia o secretário.
O ecossistema de inovação, segundo ele, constrói um vetor de desenvolvimento distinto. O município tem hoje mais de 120 startups e três tecnoparques, entre eles o da UFSM, citado pelo gestor como forte na criação de empresas a partir do conhecimento acadêmico. "É uma indústria diferente, uma indústria limpa. E isso está mexendo na matriz econômica da cidade", afirma. O secretário acrescenta que o ecossistema existe há cerca de 20 anos, foi reconhecido pelo Sebrae Nacional como o mais maduro do país e recebeu selo ouro em Smart Cities em 2024.
Gabbi relaciona o evento a projetos regionais, como o do novo aeroporto regional, que envolve os 33 municípios da Amcentro. Há um grupo de trabalho com nove prefeitos, e o objetivo de transformar a região central em hub logístico, diz, permeia as discussões do Summit. Para o secretário, "o evento acelera não um movimento específico, mas consolida algumas coisas" e ajuda no andamento dessas iniciativas. A iniciativa GovTech, com arena dedicada, leva problemas da gestão pública ao contato com startups e entidades.
A agenda soma mais de 80 horas de atividades. O palco principal recebe 38 palestras e 21 painéis, e há duas arenas práticas para 25 pessoas cada: a Arena Open Space, para conversas e debates, e a de Mentorias, voltada à consultoria de negócios tradicionais. Os debates se dividem em verticais como turismo, agronegócios, saúde, varejo, indústria, startups e GovTech.
O custo do evento fica entre R$ 2,5 milhões e R$ 3 milhões. Segundo Gabbi, mais de 50% vêm de patrocínios privados e venda de estandes, e cerca de R$ 500 mil são investimento direto da Prefeitura, valor que o secretário diz não saber precisar. O restante é captado em editais de patrocínio, como os do BRDE e do Banrisul. "Não é um evento barato, para nós aqui é um evento caro", pontua Gabbi.
O Summit teve 2 mil participantes na primeira edição, 3 mil na segunda e 5 mil no ano passado. Gabbi não estimou número para 2026, mas diz que a expectativa é alta; já a Feisma, afirma, reúne de 200 mil a 300 mil pessoas, e o Summit leva a pauta da inovação a esse público. "Um evento vai ajudar o outro", resume. O passaporte para todos os dias custa R$ 120, e o ingresso diário individual, R$ 25, com meia-entrada para estudantes. Segundo o secretário, os valores são simbólicos e servem para compor a estrutura, sem objetivo de arrecadação.

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