O prefeito de
Santa Maria, Rodrigo Decimo, anunciou na manhã desta quarta-feira (7) a escolha da Região Oeste do município, às margens da BR-287 e a dez quilômetros do Distrito Industrial, como o local definitivo para a
construção do Novo Aeroporto Regional. O anúncio foi feito em um evento do LabCriativo.
Segundo o prefeito, a melhor área ranqueada fica às margens da BR-287, em direção a São Pedro do Sul e a cerca de 10 km de distância do Distrito Industrial. "Trabalhamos com as questões do transporte de mais passageiros e com a operação de cargas, além da movimentação turística para toda a nossa região. Já tivemos a confirmação dos 33 prefeitos que compõem a AM Centro e das demais lideranças. Com isso, projetamos ser o maior hub logístico da Metade Sul do Estado e da Fronteira Oeste”, projetou Decimo.
O secretário de Desenvolvimento Econômico e Inovação de Santa Maria, Ronie Gabbi, também presente no anúncio, explicou o ranqueamento disponibilizado pela SAC durante reunião nesta segunda-feira (5), em Brasília-DF. Das 36 áreas mapeadas anteriormente, seis haviam sido vistoriadas. Entre essas áreas, a localizada na Região Oeste é a que apresenta melhores condições para receber o Novo Aeroporto Regional de Santa Maria. Com isso, a finalidade é de que seja formado um hub logístico, prevendo conexão com a Metade Sul do Estado e com a Fronteira Oeste.
Segundo a prefeitura, a decisão atende à necessidade urgente de substituir a atual pista compartilhada com a Base Aérea no bairro Camobi, incapaz de receber aeronaves comerciais de grande porte, permitindo transformar a Região Central gaúcha em um polo estratégico de passageiros e transporte de cargas.
A escolha da área antecipou o cronograma municipal previsto originalmente para o fim do ano e permitiu reprogramar o início dos estudos de viabilidade técnica e ambiental já para janeiro de 2027.
Com investimentos estimados entre R$ 200 milhões e R$ 300 milhões, o novo complexo aeroportuário tem previsão de início de obras em 2029 e conclusão projetada para o começo de 2032.
O empreendimento busca
superar o gargalo estrutural mantido pela operação atual, limitada a modelos turbopropulsores regionais de menor capacidade após o encerramento de rotas nacionais no último ano. A inviabilidade econômica de reformar a estrutura militar existente consolidou a opção pelo sítio civil independente. Além do
impacto no comércio e na logística de suprimentos, o prefeito já pontuou anteriormente que a nova infraestrutura
impulsionará o turismo nos geoparques da Quarta Colônia e de Caçapava do Sul, bem como os eventos de turismo religioso da região.