A cidade de Caxias do Sul atingiu, em setembro, o maior número de pessoas endividadas dos últimos sete anos. O Cenário da Inadimplência, realizado trimestralmente pela CDL Caxias, mostra que, no último mês, o município alcançou a marca 158.925 consumidores com valores em atraso no SPC-Brasil, o equivalente a 37,4% da população economicamente ativa. O panorama aponta crescimento de 2,1% em relação a agosto e de 8,3% no comparativo com setembro de 2025.
A persistência desse cenário reforça o alerta para o agravamento da situação financeira e preocupa a CDL Caxias, especialmente diante da dificuldade de regularização das pendências. A tendência de alta, observada ao longo dos últimos cinco anos, ganhou força em 2025, quando o indicador acumulou crescimento de 9,8%. Em 2026, somente junho (-0,5%) e agosto (-1,2%) registraram redução no número de inadimplentes em relação ao mês anterior.
• LEIA TAMBÉM: Após bater recorde, inadimplência segue elevada em Lajeado
O levantamento da entidade, realizado junto ao cadastro do SPC-Brasil, mostra que cada cliente possui, em média, 2,75 dívidas. Mais de dois terços das pessoas estão com pendências em atraso há um ano ou mais, sendo o maior índice entre quatro e cinco anos .
No mês de setembro, os bancos concentram a maior parcela dos débitos, com 66% do total. Na sequência, aparecem os segmentos de água e luz (10,1%), comércio (8,1%), comunicação (6%) e outros (9,8%). O recorte por gênero aponta que as mulheres são as mais endividadas.
De acordo com a CDL Caxias, o valor médio das dívidas por pessoa chegou a R$ 6.719 em setembro deste ano. Entre os homens, a média é ainda superior, alcançando R$ 7.423. Considerando a faixa etária, o maior valor médio é registrado entre pessoas de 40 a 49 anos.
A distribuição por idade mostra que a maior parcela dos inadimplentes está entre 40 e 64 anos, seguido de pessoas de 25 a 39 anos Em relação ao valor dos débitos, 31,9% dos inadimplentes possuem dívidas de até R$ 1 mil. Outros 42,5% concentram valores entre R$ 1.000,01 e R$ 7.500, enquanto 25,6% têm dívidas superiores a R$ 7.500.