Porto Alegre,

Publicada em 19 de Outubro de 2026 às 18:44

Vale do Rio Pardo terá ferramenta de inteligência turística

Com a criação do painel, região pretende identificar potencialidades de cada município e o que é preciso melhorar no setor

Com a criação do painel, região pretende identificar potencialidades de cada município e o que é preciso melhorar no setor

RODRIGO NASCIMENTO/DIVULGAÇÃO/CIDADES
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Jornal Cidades
O Vale do Rio Pardo será a primeira região do Rio Grande do Sul a contar com uma ferramenta de inteligência turística capaz de medir a competitividade dos destinos e orientar o desenvolvimento do setor a partir de indicadores técnicos. O projeto piloto do Painel de Inteligência Turística Sustentável (PITS) permitirá identificar o que cada município oferece de melhor, quais aspectos precisam ser aprimorados e onde concentrar esforços e investimentos para ampliar a atração de visitantes. A iniciativa foi oficializada durante a Oktoberfest de Santa Cruz do Sul, com a assinatura de um convênio no estande da Associação dos Municípios do Vale do Rio Pardo (Amvarp)

O Vale do Rio Pardo será a primeira região do Rio Grande do Sul a contar com uma ferramenta de inteligência turística capaz de medir a competitividade dos destinos e orientar o desenvolvimento do setor a partir de indicadores técnicos. O projeto piloto do Painel de Inteligência Turística Sustentável (PITS) permitirá identificar o que cada município oferece de melhor, quais aspectos precisam ser aprimorados e onde concentrar esforços e investimentos para ampliar a atração de visitantes. A iniciativa foi oficializada durante a Oktoberfest de Santa Cruz do Sul, com a assinatura de um convênio no estande da Associação dos Municípios do Vale do Rio Pardo (Amvarp)


O levantamento começa nesta semana, com a previsão de apresentar os primeiros diagnósticos até o fim de novembro. Desenvolvido pela Tornare Consultoria, em parceria com a Welcoming Hub, o projeto propõe uma nova metodologia de avaliação do turismo, baseada em três indicadores complementares.

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O Índice de Hospitalidade do Destino (IHD) considera a experiência do visitante, desde a qualidade do atendimento até aspectos como infraestrutura e conectividade. O Índice de Atratividade Turística (IAT) reúne a percepção dos gestores municipais sobre as condições e o estágio de desenvolvimento da atividade. A combinação dessas informações permitirá estabelecer o Índice de Competitividade do Destino (ICD), que servirá de referência para identificar prioridades, acompanhar avanços e orientar estratégias de qualificação.


Conforme a pesquisadora Vanessa Welter, responsável pela apresentação da metodologia, o principal diferencial está na possibilidade de transformar informações em decisões concretas. “O turismo precisa ser planejado com base em evidências. Ao compreender como o visitante percebe cada destino e relacionar essa experiência com a realidade identificada pelos gestores, conseguimos reconhecer fragilidades, valorizar potencialidades e estabelecer prioridades. O painel permitirá que os municípios saibam onde precisam melhorar e quais oportunidades podem ser melhor aproveitadas”, explica.


A escolha da Oktoberfest para a formalização do convênio também reforça o significado da iniciativa. Uma das principais manifestações culturais e turísticas do Estado, a festa demonstra a capacidade do setor de mobilizar a economia, preservar tradições e projetar a identidade regional. Com a primeira etapa dedicada ao levantamento de dados e à aplicação dos indicadores, o Painel de Inteligência Turística Sustentável deverá estabelecer um diagnóstico das condições de desenvolvimento turístico dos municípios participantes.


A metodologia também prevê etapas posteriores de estruturação dos Conselhos Municipais de Turismo (Comtur), elaboração de planos municipais, seminários de sensibilização e capacitações, dentro de um planejamento de até 12 meses. Os resultados serão apresentados periodicamente, permitindo acompanhar a evolução dos destinos e identificar oportunidades de melhoria. Mais do que reunir informações, a proposta é oferecer aos gestores uma base técnica para definir prioridades, qualificar políticas públicas e fortalecer o turismo como atividade estratégica para o desenvolvimento econômico do Vale do Rio Pardo.

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