O trabalho consiste na recuperação e reforço de trecho inferior dos pilares; execução de cobrimento com concretos especiais; reconstrução das aberturas necessárias ao acesso dos septos para subsidiar a recuperação e reforço dos pilares; requalificação funcional com a implantação de barreiras rígidas; posicionamento de placas pré-moldadas de concreto armado que funcionam como pingadeiras; impermeabilização das superfícies de concreto; e novo pavimento com a respectiva sinalização horizontal. Uma das ações que está sendo desenvolvida é a recuperação de um dos prédios que ficam na cabeceira da ponte. O espaço vai servir como escritório administrativo por parte das entidades executoras do projeto.
Segundo o DNIT, entre outubro e novembro vão ser iniciadas as instalações das plataformas suspensas para reforço das estruturas inferiores (longarinas e transversinas) nos primeiros vãos. Em maio de 2027, começam os serviços de demolição e reforço das sobrelages. Isso significa que entre maio de 2027 até o final da obra, dezembro de 2028, haverá trânsito em meia pista, no modo pare e siga.
A passagem é considerada fundamental para a logística. Ao longo de 2025, a Ponte Internacional registrou valores inéditos em movimentações comerciais e arrecadação de tributos. Ao considerar importações e exportações, foram US$ 9,5 bilhões que passaram pelo trecho no ano anterior. Um novo recorde, que supera os US$ 9,2 bilhões de 2011.
Além disso, a arrecadação de tributos atingiu o número de R$ 3,4 bilhões, dado que ultrapassa os R$ 2,9 bilhões de 2024. Os números foram divulgados pela Receita Federal do Brasil. Em 2025, o fluxo veicular registrou a passagem de 262,5 mil caminhões. Uma média de 720 caminhões por dia.
De acordo com dados da Delegacia de Uruguaiana da Polícia Federal, o trecho durante 2025 registrou 747,7 mil entradas e 723,9 mil saídas. Isso coloca Uruguaiana dentre as principais portas de ingresso de estrangeiros no Brasil, junto a aeroportos das capitais São Paulo e Rio de Janeiro.