Porto Alegre,

Publicada em 24 de Setembro de 2026 às 18:45

Olimpíada de Matemática leva 3 mil alunos para Lajeado

Representantes de 90 escolas de 24 municípios gaúchos vão resolver uma prova com 10 questões voltadas ao raciocínio lógico

Representantes de 90 escolas de 24 municípios gaúchos vão resolver uma prova com 10 questões voltadas ao raciocínio lógico

Ana Amélia Ritt/Univates/Divulgação/Cidades
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Acontece nesta sexta-feira (25) a 28ª Olimpíada de Matemática da Universidade do Vale do Taquari, em Lajeado. O evento recebe 3.126 alunos, do quinto ano do Ensino Fundamental ao terceiro ano do Ensino Médio. Os estudantes, de 90 escolas e 24 municípios diferentes do RS, se reúnem no campus da universidade para resolver uma prova com 10 questões voltadas para o raciocínio lógico. Em dezembro, os melhores colocados de cada ano são premiados em cerimônia especial. 
Acontece nesta sexta-feira (25) a 28ª Olimpíada de Matemática da Universidade do Vale do Taquari, em Lajeado. O evento recebe 3.126 alunos, do quinto ano do Ensino Fundamental ao terceiro ano do Ensino Médio. Os estudantes, de 90 escolas e 24 municípios diferentes do RS, se reúnem no campus da universidade para resolver uma prova com 10 questões voltadas para o raciocínio lógico. Em dezembro, os melhores colocados de cada ano são premiados em cerimônia especial. 
O projeto acontece há 28 anos e já faz parte do calendário de escolas públicas e privadas no Vale do Taquari. Cada instituição de ensino pode selecionar três duplas por turma para realizar a prova, individualmente ou em pares. São preparadas 10 questões diferentes para cada ano do Ensino Fundamental, por professores da própria universidade, dais quais os participantes devem resolver oito.
Já para os estudantes do Ensino Médio, é realizada uma mesma prova, também pela equipe profissional da Univates, onde alunos do primeiro ano devem resolver oito questões, do segundo nove e estudantes do último ano precisam encontrar a resposta de todas as perguntas. 
De acordo com a coordenadora do projeto de extensão "Olimpíada Matemática da Univates: fomentando o raciocínio lógico", Adriana Magedanz, as provas não são desenvolvidas pensando apenas na matemática pura e teórica, mas levando em consideração o cotidiano dos estudantes, com problemas que exigem criatividade e raciocínio lógico, não necessariamente fórmulas decoradas. Segundo ela, nesses 28 anos de projeto, mesmo que a matemática continue a mesma, as histórias por trás das perguntas mudam, envolvendo cada vez mais assuntos como tecnologia.
"Focamos em questões voltadas ao cotidiano. Hoje, precisamos envolver questões tecnológicas, que façam parte do conhecimento da nova geração. Então, é óbvio que a temática das questões elaboradas acaba evoluindo junto com a geração que está fazendo a prova", explica.
Para a professora, a Olimpíada de Matemática é uma forma de plantar uma semente na educação dos alunos, de gerar mais curiosidade e de cativar estudantes. Segundo ela, é comum rever participantes anualmente. Devido à disputa saudável da prova, estudantes retornam a competição em busca de melhorarem suas notas e ganharem a medalha, uma forma de estimular o desempenho deles. 
Por outro lado, nos últimos anos, alunos brasileiros têm demonstrado ainda mais dificuldade em exatas, principalmente na matemática, apontam pesquisas. Em setembro deste ano, por exemplo, o resultado do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (PISA) 2025 - estudo realizado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico com estudantes de 15 anos -  apresentou números abaixo do esperado. Em matemática, o Rio Grande do Sul ficou com nota 378, 19 pontos abaixo do esperado pelo seu índice socioeconômico.
A nota estadual não difere muito da média brasileira, 377 pontos. Seguindo a tendência mundial, a disciplina teve o pior desempenho do Brasil na pesquisa, na qual está na 71ª posição entre os países avaliados. De acordo com o PISA, cerca de três em cada dez alunos brasileiros atingem o nível 2 de proficiência na área matemática, ou seja, estudantes capazes de interpretar uma situação simples matematicamente, sem instruções diretas.
Magedanz afirma que a queda no desempenho dos alunos é complexa e não possui uma causa única. Para ela, fatores estruturais e educacionais causam as notas abaixo da expectativa em pesquisas, desde questões de dificuldade no aprendizado até os desafios da docência no Brasil.
Com a Olimpíada de Matemática, a universidade busca aproximar o aluno do aprendizado. Entretanto, eventos como este não podem trazer resultados significativos em uma escala maior, como a observada pelo PISA, pois o ensino matemático abrange mais do que o abordado na prova. "Essa questão envolvendo as avaliações externas não abrange só a sala de aula. Envolve a dificuldade de aprendizagem como um todo, a realidade das nossas escolas e docentes. A matemática depende da leitura, da criatividade, da arte e da argumentação. São fatores que vão além do que se pode pensar em um evento como a Olimpíada de Matemática, mesmo que ele preze por fazer a diferença", complementou.

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