A prefeitura de Cachoeirinha concedeu à Guardian Gestora a Licença de Instalação para o novo Parque Logístico do município, autorizando o início da implantação do empreendimento às margens da ERS-118. O projeto prevê investimento estimado de até R$ 1 bilhão, distribuído ao longo de seis fases, e uma área total de 384,5 mil metros quadrados. A primeira etapa tem custo de obra estimado em R$ 300 milhões e potencial para gerar 2,7 mil empregos diretos e 4 mil indiretos.
O empreendimento será instalado em uma área com frente para a ERS-118 e a cerca de 20 quilômetros de Porto Alegre. O masterplan apresentado pela Guardian prevê seis lotes destinados ao desenvolvimento do complexo, incluindo um Power Center comercial de 19 mil metros e áreas para empreendimentos logísticos.
A primeira fase corresponde ao lote 6, com 117,2 mil metros quadrados, e tem início previsto de forma imediata na apresentação do projeto. O cronograma efetivo das obras, no entanto, dependerá da empresa, segundo a assessoria da prefeitura.
De acordo com o município, o investimento da primeira etapa será integralmente privado, assim como as obras de drenagem e saneamento necessárias para o empreendimento ficarão sob responsabilidade da Guardian. Outras intervenções de infraestrutura, principalmente relacionadas ao acesso e à circulação no entorno, ainda estão sendo avaliadas.
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A expectativa da empresa é que o parque completo tenha potencial para gerar aproximadamente 8 mil empregos diretos e 12 mil indiretos. A estimativa considera todas as fases de implantação. Para a primeira etapa, os números projetados são de 2,7 mil empregos diretos e 4 mil indiretos.
Outros investimentos
O Parque Logístico da Guardian integra um conjunto de investimentos anunciados pela Prefeitura de Cachoeirinha que, somados, chegam a quase R$ 3 bilhões. Entre eles estão a fábrica de chips do Grupo Tellescom, estimada em cerca de R$ 1 bilhão; um Data Center Tier III da Parks Tecnologia, com investimento previsto de R$ 500 milhões; e o projeto da 3SB Parque Logístico, de aproximadamente R$ 200 milhões.
Os projetos, contudo, estão em diferentes estágios de desenvolvimento. Segundo a Secretaria Municipal de Inovação, Tecnologia, Qualificação e Novos Projetos (SMIT), os valores anunciados não significam que a totalidade dos investimentos já tenha sido executada ou convertida em obras.
No caso do Data Center da Parks, a viabilidade já foi deferida. A previsão do município é de que os primeiros movimentos para a implantação ocorram ainda em 2026, condicionados às demais etapas técnicas, administrativas e de licenciamento. A empresa também já mantém no município um projeto-piloto de sensores inteligentes para monitoramento do nível dos rios, desenvolvido com a Defesa Civil e parceiros locais.