Porto Alegre,

Publicada em 13 de Maio de 2026 às 16:50

Pelotas projeta a criação de parques industrial e logístico

Terrenos na área do bairro Sanga Funda estão sob análise para receber investimentos de uma empresários da cidade de Lajeado

Terrenos na área do bairro Sanga Funda estão sob análise para receber investimentos de uma empresários da cidade de Lajeado

Igor Sobral/DIVULGAÇÃO/CIDADES
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Lívia Araújo
Lívia Araújo Repórter
A criação de um parque industrial e de um parque logístico públicos está no centro da estratégia para  ampliar a atração de investimentos e estimular novos empreendimentos em Pelotas. As iniciativas fazem parte de um plano municipal de desenvolvimento elaborado em parceria com a InvestRS e incluem desde negociações com grupos privados até ações voltadas ao empreendedorismo, inovação e fortalecimento de setores considerados estratégicos para a economia local.
A criação de um parque industrial e de um parque logístico públicos está no centro da estratégia para  ampliar a atração de investimentos e estimular novos empreendimentos em Pelotas. As iniciativas fazem parte de um plano municipal de desenvolvimento elaborado em parceria com a InvestRS e incluem desde negociações com grupos privados até ações voltadas ao empreendedorismo, inovação e fortalecimento de setores considerados estratégicos para a economia local.
Segundo o secretário de Desenvolvimento, Empreendedorismo e Inovação de Pelotas, Jeferson Sigales, o documento construído no âmbito do chamado Plano de Atração de Investimentos funciona como um guia para orientar políticas públicas e prospectar investidores. “Esse documento deixa de ser apenas um documento e vira uma ferramenta, não só de gestão, mas para o desenvolvimento do território”, afirmou.
Uma das negociações mais avançadas envolve um grupo de investidores de Lajeado interessado na implantação de um empreendimento industrial e logístico na entrada da cidade, próximo à avenida Fernando Osório. A proposta prevê uma área superior a 20 hectares, com possibilidade de expansão, e capacidade para até 300 lotes industriais e logísticos. O Valor Geral de Vendas (VGV) estimado por Sigales seria de até R$ 80 milhões.
De acordo com o secretário, o município aguarda a apresentação de estudos de impacto econômico do projeto para discutir possíveis incentivos previstos no programa Pelotas Empreendedora, legislação que substituiu o antigo Desenvolve Pelotas. “Não é apenas algo da iniciativa privada, é algo da iniciativa privada com o estímulo do governo local”, destacou.
No caso específico das iniciativas do poder público, nesta sexta-feira (8) houve uma reunião envolvendo a pasta do Desenvolvimento, além da Secretaria de Urbanismo e a Superintendência Regional do Banrisul. As localizações para estes investimentos ainda estão sendo definidas, tendo como estudos para o Parque Industrial uma área localizada na Sanga Funda, e para o Parque Logístico, que também pode abrigar indústrias, uma área de 5,5 hectares próxima à Fenadoce, voltada à instalação de empresas do setor logístico, com acesso direto à rodovia BR-392 e possibilidade de expansão para áreas industriais adjacentes.
Segundo o secretário, a proposta inclui obras de urbanização, pavimentação e iluminação em uma região próxima ao parque da Ceasa. O município busca recursos estaduais e federais para viabilizar o empreendimento e já iniciou tratativas com instituições financeiras como Banrisul e BRDE. 
O plano de atração de investimentos também prevê ações voltadas a micro e pequenos empreendedores, inovação e desenvolvimento de cadeias produtivas locais. Entre as medidas em andamento está a reestruturação do atendimento ao empreendedor dentro da secretaria, com foco em capacitação e acesso a programas públicos.
Após uma viagem a Brasília, no início de abril, o município iniciou articulações para implementar novos programas em parceria com o Ministério do Empreendedorismo e negocia com o Sebrae o retorno do programa Cidade Empreendedora. Outra frente é a regulamentação da Lei Municipal de Inovação, aprovada em 2025.
A legislação prevê a criação do Conselho Municipal de Inovação e de um fundo voltado ao financiamento de projetos tecnológicos. “Pelotas foi uma das últimas cidades com mais de 200 mil habitantes do Sul do país a ter uma lei de inovação”, observou o secretário. A expectativa da prefeitura é que o fundo esteja em funcionamento até o final do ano.
Entre os setores considerados prioritários pelo plano municipal estão as cadeias agroindustriais, a economia criativa e a saúde e biotecnologia. Neste último segmento, o município aposta na ampliação do ecossistema ligado ao Pelotas Parque Tecnológico, onde está em construção um hub de saúde e biotecnologia com investimento superior a R$ 20 milhões, incluindo recursos da Finep.
Sigales afirma que o objetivo é transformar a produção científica local em negócios de impacto. “A gente detém um alto capital intelectual e científico e estamos no processo de transformação para tecnologias que vão desaguar em indústria”, disse. Segundo ele, cerca de 50 startups ligadas à inovação já atuam no ecossistema local.

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