Porto Alegre,

Publicada em 15 de Setembro de 2026 às 19:02

Confira as grandes obras privadas que estão acontecendo em Passo Fundo

Unidade está em construção às margens da BR-285 e vai atuar na produção de glúten, etanol e na captura de gás carbônico

Unidade está em construção às margens da BR-285 e vai atuar na produção de glúten, etanol e na captura de gás carbônico

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Nova planta da Be8

Reconhecida como a maior obra histórica de Passo Fundo, a nova planta da Be8 está em fase de construção no município junto à BR-285, com previsão de entrega e operação completa para o início de 2027. A nova unidade, denominada Be8 Glúten e Ethanol, atuará nos setores de bioenergia, biocombustíveis, ingredientes para alimentação humana e nutrição animal, produzindo etanol a partir de cereais como milho, sorgo, trigo e triticale; glúten vital e DDGS (Grãos Secos de Destilaria com Solúveis, como a exemplo do farelo proteico), além da captura de CO2, como forma de agregar ainda mais valor a cadeia do agronegócio regional ao se tornar a primeira grande biorrefinaria de etanol de cereais e a primeira planta de glúten vital em escala industrial do Brasil.
Nova planta da Be8
Reconhecida como a maior obra histórica de Passo Fundo, a nova planta da Be8 está em fase de construção no município junto à BR-285, com previsão de entrega e operação completa para o início de 2027. A nova unidade, denominada Be8 Glúten e Ethanol, atuará nos setores de bioenergia, biocombustíveis, ingredientes para alimentação humana e nutrição animal, produzindo etanol a partir de cereais como milho, sorgo, trigo e triticale; glúten vital e DDGS (Grãos Secos de Destilaria com Solúveis, como a exemplo do farelo proteico), além da captura de CO2, como forma de agregar ainda mais valor a cadeia do agronegócio regional ao se tornar a primeira grande biorrefinaria de etanol de cereais e a primeira planta de glúten vital em escala industrial do Brasil.
Durante a fase atual, de construção, o empreendimento já mobiliza um grande contingente de trabalhadores e empresas prestadoras de serviço. Atualmente, cerca de 1.400 estão atuando na construção da nova unidade. Ao passo em que as operações da nova planta começarem oficialmente, pelo menos 200 novos postos de trabalho diretos serão oferecidos, além de centenas de novos postos de trabalho indiretos.
Já em termos de faturamento, o vice-presidente de Operações da Be8, Leandro Zat, explica que este dependerá das condições de mercado, volumes produzidos e preços dos produtos comercializados. "Com um investimento de aproximadamente R$ 1,5 bilhão, a nova unidade impulsiona a economia local por meio da geração de empregos, aumento da arrecadação tributária, fortalecimento da cadeia produtiva dos cereais, atração de fornecedores e incremento da movimentação logística na região”, esclarece ele.
As inovações pensadas para a fábrica corroboram para a significância da obra não apenas para Passo Fundo, mas para todo o Estado. “O empreendimento foi concebido para integrar produção agrícola, indústria, energia renovável, alimentação humana e nutrição animal em uma mesma cadeia de valor. O projeto cria uma nova demanda para cereais de inverno, especialmente trigo e triticale, ampliando as oportunidades de comercialização para os produtores rurais e agregando valor à produção regional. Com isso, o agricultor deixa de ser apenas fornecedor de alimentos e passa também a atender a uma cadeia de bioenergia e bioprodutos de alto valor agregado", afirma o vice-presidente.
Passografic
CIDADES - NOVA PLANTA DA PASSOGRAFIC, EM PASSO FUNDO - Aldir Balbinot | Aldir Balbinot/DIVULGAÇÃO/CIDADES
CIDADES - NOVA PLANTA DA PASSOGRAFIC, EM PASSO FUNDO - Aldir Balbinot Aldir Balbinot/DIVULGAÇÃO/CIDADES
Instalada em Passo Fundo há 25 anos, a Passografic é uma gráfica focada no mercado de impressões. Atua no setor de embalagens, além de edições e impressões de livros, revistas e impressos promocionais, como folders, flyers e catálogos. Com previsão de passar a contar com um total de 40 funcionários e um acréscimo de 14 novas vagas, o diretor da empresa, Aldir Balbinot, explica que a inovação é o que vai dar base para o trabalho que já é prestado pela gráfica há quase três décadas no município, focando desta vez, na sustentabilidade gerada pelo serviço oferecido.
“A inovação estará presente em novas tecnologias de produção e processos apurados para diluição de custos e aumento da velocidade produtiva”, comenta ele. Outro ponto de inovação é a ampliação da empresa, como forma de oferecer melhores condições aos envolvidos no processo, da execução até a entrega final dos produtos gráficos. “Estamos nos referindo a um projeto pensado exclusivamente para ser uma indústria gráfica, com um desenho de fluxo produtivo de trabalho já pensado para esta finalidade", destaca Balbinot.
O montante de faturamento anual previsto é de R$ 6,5 milhões, valor que deve ser favorecido pela produção e comercialização dos produtos, com foco em atender todas as regiões do país com brevidade e facilidade de envio, segundo a empresa.
ProteVet Agronegócios
MARLUSA MARQUES/ESPECIAL/CIDADES | MARLUSA MARQUES/ESPECIAL/CIDADES
MARLUSA MARQUES/ESPECIAL/CIDADES MARLUSA MARQUES/ESPECIAL/CIDADES
Instalada no bairro Cidade Nova em Passo Fundo e há seis anos no mercado, a empresa ProteVet Agronegócios se prepara para dar mais um salto e se tornar indústria, passando a trabalhar também com a produção de sal mineral, uma operação antes feita na cidade de São Paulo mas que agora passa a pertencer a Passo Fundo. A equipe já trabalha para o início da nova operação, além de continuar oferecendo a distribuição atacadista de medicamentos veterinários.
A empresa, que fatura em torno de R$ 40 milhões por ano, pretende incrementar pelo menos mais 40% no novo faturamento e empregar pelo menos mais 25 profissionais diretos. Além disso, a aposta na distribuição de produtos para o mercado externo também está prevista, com foco inicial na cidade do Paraguai.
O sócio administrador da ProteVet, Émerson Malicheski, destaca que a construção de uma nova sede vai possibilitar a ampliação do negócio e a centralização de novos produtos em um só lugar. “Essa é uma inovação para nós e para o município por se tratar da primeira fábrica mineral em funcionamento em Passo Fundo. Quando começamos a analisar onde investir, olhamos atentamente para a questão logística da cidade, já que ela impacta muito nos preços dos minerais e por isso esse foi um dos pontos analisados para a escolha de Passo Fundo como novo local de investimento”, comenta.
Um terceiro fator levado em conta por Malicheski e pelos demais envolvidos no processo de transformação da empresa em uma indústria foi o de que, dentro do ecossistema que a cidade possui com foco no agronegócio, outras empresas estão em volta da ProteVet, oferecendo novos produtos e matérias primas que facilitam a fabricação de seus produtos próprios. “Olhando para esse ecossistema da cidade, identificamos que ela já se posiciona como uma cidade com presença no agronegócio, e acredito que agora, na transformação de novos cereais e produtos acabados, como minerais, vai ficar ainda mais bem posicionada no estado e no Brasil”, complementa.

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