Porto Alegre,

Publicada em 11 de Setembro de 2026 às 18:28

Hotéis Manta e Tourist vão a leilão em outubro em Pelotas

Avaliação para os dois prédios ultrapassa os R$ 27 milhões; após o arremate, valores serão depositados em uma conta judicial

Avaliação para os dois prédios ultrapassa os R$ 27 milhões; após o arremate, valores serão depositados em uma conta judicial

Divulgação/JC
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Gabrieli Silva
Gabrieli Silva Repórter
Os prédios dos antigos Hotel Manta e do Tourist Parque Hotel, em Pelotas, no Sul do Estado, serão levados a leilão em outubro, em um processo que pode começar a transformar o patrimônio das empresas falidas em recursos para o pagamento dos credores. As primeiras praças estão marcadas para os dias 14, 21 e 28 de outubro. Ainda não é possível estimar quanto será arrecadado nem qual parcela das dívidas poderá ser recuperada. Isso dependerá dos valores dos lances e da conclusão da relação de credores.

Os prédios dos antigos Hotel Manta e do Tourist Parque Hotel, em Pelotas, no Sul do Estado, serão levados a leilão em outubro, em um processo que pode começar a transformar o patrimônio das empresas falidas em recursos para o pagamento dos credores. As primeiras praças estão marcadas para os dias 14, 21 e 28 de outubro. Ainda não é possível estimar quanto será arrecadado nem qual parcela das dívidas poderá ser recuperada. Isso dependerá dos valores dos lances e da conclusão da relação de credores.

 

O Hotel Manta, na rua General Neto, no Centro de Pelotas, está avaliado em aproximadamente R$ 18 milhões. Já o Tourist Parque Hotel, na BR-116, tem avaliação de cerca de R$ 9,3 milhões. Os dois empreendimentos serão colocados à venda na mesma data, conforme o leiloeiro Giancarlo Menegotto. 

 

A primeira praça ocorre pelo valor de avaliação ou acima dele. Caso não haja venda, os imóveis seguem para a segunda etapa, quando poderão receber lances a partir de 50% da avaliação (R$ 9 milhões e R$ 4,650 milhões, respectivamente), segundo a explicação do leiloeiro. Na terceira praça, a legislação permite a venda por qualquer valor. O resultado de cada etapa terá impacto direto sobre os credores: quanto maior for o valor obtido, maior tende a ser o montante disponível para a recuperação das dívidas.

 

Segundo Menegotto, há procura pelos imóveis e contatos de potenciais interessados, embora ainda não seja possível saber quantos efetivamente participarão do leilão. A divulgação busca alcançar investidores de Pelotas e de outras regiões, inclusive fora do estado e em países como Uruguai e Argentina.

 

“Estamos vendendo o hotel de porteira fechada, com os bens internos arrecadados”, afirma Menegotto. No caso do Tourist Parque Hotel, são cerca de sete hectares de área, além da estrutura construída. O Manta, por outro lado, foi lacrado pela Justiça em agosto, depois que o Juizado Regional Empresarial da Comarca de Pelotas decretou a falência das empresas do grupo.

 

O processo começou como recuperação judicial, em 2025, mas terminou convertido em falência depois que os credores rejeitaram o plano apresentado pelas empresas em assembleia realizada em abril. A unidade do Manta era a única do grupo ainda em funcionamento e, segundo a decisão judicial divulgada à época, apresentava queda na ocupação e faturamento insuficiente para manter a operação e pagar as dívidas.

 

A venda dos imóveis não significa que os credores receberão o dinheiro imediatamente. Após o arremate, os valores serão depositados em conta judicial e permanecerão vinculados ao processo até que a administração judicial conclua a apuração dos créditos e a definição da ordem de pagamento.

 

De acordo com Germano Von Santiél, sócio da Von Santiél Administração Judicial, que administra a massa falida de ambos os hotéis, uma segunda relação de credores já foi apresentada, mas o quadro ainda não está consolidado. Entre os pontos pendentes estão a atualização dos créditos da União, do Estado e do município de Pelotas, além de processos trabalhistas ainda em andamento.

 

No relatório referente aos primeiros meses de 2026, a administração judicial havia apontado R$ 5,7 milhões em dívidas sujeitas à recuperação judicial, sendo 43% de origem trabalhista. O documento também registrava R$ 26,5 milhões em passivos tributários e cerca de R$ 22,1 milhões em passivo contingente relacionado a processos judiciais. Esses valores, entretanto, não representam necessariamente o montante que será distribuído aos credores na falência, segundo Von Santiél.

 

A legislação estabelece uma ordem de preferência para os pagamentos, mas a posição definitiva de cada crédito depende da classificação no processo. Os créditos trabalhistas estão entre os prioritários, observados os limites legais. Também há outras categorias, como créditos com garantia real e tributários. Para participar, é necessário realizar cadastro prévio na plataforma Peterlongo Leilões, enviar documentação exigida e ter a inscrição aprovada com antecedência.

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