Porto Alegre,

Publicada em 15 de Maio de 2026 às 13:01

Em falência, Hotel Manta é lacrado pela Justiça em Pelotas

Hotel Manta foi fechado após 69 anos de operação

Hotel Manta foi fechado após 69 anos de operação

Reprodução/Google Maps/Cidades
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Jornal Cidades
Em atualização

Foi lacrado pela Justiça estadual, na manhã desta sexta-feira (15), o Hotel Manta, em Pelotas, depois de 69 anos de atividades. A interrupção total das atividades aconteceu após a decisão do Juizado Regional Empresarial da Comarca de Pelotas, que decretou a falência do empreendimento na quarta-feira (13). O hotel estava em funcionamento desde 1957 e, em 1973, passou a funcionar no atual edifício, na rua General Neto, no Centro de Pelotas.
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Foi lacrado pela Justiça estadual, na manhã desta sexta-feira (15), o Hotel Manta, em Pelotas, depois de 69 anos de atividades. A interrupção total das atividades aconteceu após a decisão do Juizado Regional Empresarial da Comarca de Pelotas, que decretou a falência do empreendimento na quarta-feira (13). O hotel estava em funcionamento desde 1957 e, em 1973, passou a funcionar no atual edifício, na rua General Neto, no Centro de Pelotas.
A empresa tinha pedido recuperação judicial em 2025. De acordo com um relatório de atividades produzido pela empresa Von Saltiél, responsável pela administração judicial da Hotéis Manta SA, em janeiro e fevereiro de 2026, os dois empreendimentos que tiveram falência decretada, o Manta e o Tourist Parque Hotel, tinham um passivo de R$ 5,7 milhões sujeitos à recuperação judicial, dos quais 43% correspondiam a dívidas trabalhistas.
A lacração do estabelecimento, feito por um servidor do Judiciário, ocorreu na presença de funcionários que ainda estavam no local, e de um representante da administração judiciária do Manta.
De acordo com o relatório, os passivos tributários do hotel também chegavam a R$ 26,5 milhões, entre inscritos na Dívida Ativa da União, débitos com a Receita Federal, parcelamentos tributários e dívidas com a prefeitura de Pelotas, como IPTU. Além disso, as empresas figuram como parte em 57 processos judiciais, que representam um passivo contingente de cerca de R$ 22,1 milhões, seja em execuções fiscais e execuções de títulos extrajudiciais.
Um edital disponível no site da empresa de leilões Zago tem a data de 21 de maio para o segundo leilão eletrônico do terreno e prédio que abriga o Manta, na Rua General Neto, 1131, no Centro de Pelotas. O lance inicial é de R$ 19 milhões, mesmo valor da avaliação do terreno. Segundo o documento, o leilão visa ao pagamento de valores referentes a dívidas com o Badesul, o Município de Pelotas e à CEEE.

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