Porto Alegre,

Publicada em 01 de Setembro de 2026 às 19:00

Escolha da área em Gramado leva em conta novo aeroporto da Serra Gaúcha

Ao todo, são 900 hectares na região do Mato Queimado, dos quais 171 devem ser destinados para corredores ecológicos

Ao todo, são 900 hectares na região do Mato Queimado, dos quais 171 devem ser destinados para corredores ecológicos

PREFEITURA DE GRAMADO/DIVULGAÇÃO/CIDADES
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Carol Zatt
Carol Zatt Repórter freelancer
Além da localização estratégica na proximidade com Canela, rota alternativa para Nova Petrópolis e estar na direção do futuro Aeroporto Regional de Vila Oliva, em Caxias do Sul, o assessor técnico do escritório da Nova Centralidade, arquiteto Matheus Cipolat garante que a topografia da área de 900 hectares no bairro de Mato Queimado é favorável para a instalação dos empreendimentos, dispondo de vistas privilegiadas das paisagens naturais. Ele e Mateus Ripol, engenheiro civil e secretário-adjunto de Planejamento, Urbanismo e Parcerias Estratégicas de Gramado, também afirmam que todo o Projeto Urbanístico Relevante (PUR) da Região Norte do município de Gramado foi acompanhado pela Secretaria de Meio Ambiente.
Além da localização estratégica na proximidade com Canela, rota alternativa para Nova Petrópolis e estar na direção do futuro Aeroporto Regional de Vila Oliva, em Caxias do Sul, o assessor técnico do escritório da Nova Centralidade, arquiteto Matheus Cipolat garante que a topografia da área de 900 hectares no bairro de Mato Queimado é favorável para a instalação dos empreendimentos, dispondo de vistas privilegiadas das paisagens naturais. Ele e Mateus Ripol, engenheiro civil e secretário-adjunto de Planejamento, Urbanismo e Parcerias Estratégicas de Gramado, também afirmam que todo o Projeto Urbanístico Relevante (PUR) da Região Norte do município de Gramado foi acompanhado pela Secretaria de Meio Ambiente.
“Os estudos avaliaram aquela área. E a Zona de Ocupação Intensiva (ZOI) é uma zona que tem menos restrições ambientais. Foi analisado o todo para conseguir se chegar em uma ocupação. Não vão ser desmatados todos os 900 hectares”, diz Ripol. Cerca de 171 hectares (18,8%) são destinados estritamente a Corredores Ecológicos e áreas de preservação, enquanto o restante será dividido entre zonas de ocupação intensiva, intermediária e rarefeita.
Como Cipolat acompanha o projeto desde o início, ele assegura que ele “inclusive, traz um detalhamento muito maior em relação às questões ambientais do que o restante do município". Segundo ele, foram feitos diversos tipos de análises ambientais, de vegetação, das questões hídricas, das questões de adaptação às questões climáticas e deslizamentos. "Todo o território foi extensamente mapeado, tanto na sua questão ambiental quanto na sua questão urbana, antes de prosseguir para a parte da proposta de projeto”, reforça. A documentação desse relatório e todas as ações previstas estão disponíveis publicamente no site da prefeitura (novacentralidade.gramado.rs.gov.br) e podem ser acessados livremente por qualquer cidadão.
Além do centro cultural com anfiteatro, espaços de lazer como praças públicas com mirante, ciclovias, migração de serviços, áreas de inovação tecnológica com vistas à formação de pessoal qualificado para atuar no Turismo e terminal intermodal de transporte, também se prevê uma zona voltada à inovação em saúde, com reserva de áreas para um hospital de referência. “Será um hospital amplo e totalmente privado, para tratamentos de saúde de alta complexidade. Então, é um Turismo de Saúde que a gente também poderá acrescentar no nosso calendário”, informa o prefeito Nestor Tissot.
Além disso, existe a expectativa local que a operação seja do Hospital Sírio Libanês, e o gestor é otimista com esse cenário, mas sem citar o nome do empresário local que ergueria a edificação. “Já tem um certo contrato de compromisso, digamos assim, do empresário que vai construir o próprio hospital para fazer toda a exploração de saúde nesse local. Conhecendo o empresário, como ele é muito rápido nas negociações, nos seus empreendimentos, acredito que em dois anos teria esse hospital já edificado. Ele já tem o projeto, já tem o financiamento bem colocado e faltam detalhes da aprovação do projeto na prefeitura para ele iniciar a obra, então é jogo rápido”, afirma o prefeito.

Complexo turístico terá resort de luxo e projeta instalação de vertiporto para veículos elétricos voadores

Obras do Complexo Sirena estão em ritmo acelerado; previsão é de que primeiras estruturas fiquem prontas no começo de 2028

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HTB Tedesco/DIVULGAÇÃO/CIDADES
Dos 900 hectares da área reservada para a Nova Centralidade do município, 205 hectares correspondem ao Complexo Sirena Gramado. "O Club Med será uma das grandes âncoras desse novo vetor de desenvolvimento, contribuindo para o crescimento sustentável da cidade e para a diversificação da oferta turística da região", declara o executivo Jaime Sirena.
Segundo a assessoria, a inauguração da pedra fundamental está prevista para novembro de 2027. O cronograma oficial dá como prazo final para a entrega da primeira fase do empreendimento - que, além do hotel, inclui Espaço para Casamentos e Pista de Esqui Outdoor - no começo de 2028.
O projeto foi iniciado em 2023, com a aquisição da área, elaboração do masterplan e definição dos conceitos que estruturam o complexo sobre três pilares: hotelaria, entretenimento e desenvolvimento imobiliário. Depois, foram desenvolvidos os estudos de viabilidade: os projetos executivos e todas as soluções técnicas que resultaram em mais de duas mil folhas de projetos elaboradas por cerca de 200 profissionais de mais de 60 escritórios especializados, nacionais e internacionais.
Com essa fase concluída, começou a execução. O canteiro de obras opera em ritmo acelerado, após superar uma das etapas mais complicadas da implantação: o desmonte e a remoção de rochas para viabilizar as fundações. Alguns blocos já contam com 100% das sapatas e pilares concluídos.
A obra já iniciou a fabricação e a montagem da estrutura metálica, executada pela empresa gaúcha HTB. Atualmente, cerca de 300 pessoas, a maioria da Serra, trabalham nas obras.
O complexo ainda promete novidades tecnológicas. A parceria entre Grupo Sirena e FlyBIS prevê, a partir de 2028, uma das primeiras rotas turísticas do Brasil com mobilidade aérea avançada, silenciosa e sustentável. Ela será operada pelos eVTOLs, sigla em inglês para electric Vertical Take-Off and Landing (Aeronave Elétrica de Pouso e Decolagem Vertical), popularmente conhecidos como "carros voadores".
Os veículos têm autonomia para 100 quilômetros de voo e capacidade para quatro passageiros, além do piloto, podendo percorrer o trajeto entre Porto Alegre e a Serra Gaúcha em apenas meia hora. Com custos menores em relação aos helicópteros convencionais, os eVTOLs representam a vanguarda da mobilidade aérea.
Para tal, a FlyBis, empresa sediada em Caxias do Sul, assinou um protocolo de intenções com a prefeitura de Gramado para implantar um vertiporto na cidade, construído dentro do Complexo Sirena Gramado. As primeiras operações comerciais deverão conectar Gramado, Canela, Bento Gonçalves e Caxias do Sul.

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