Porto Alegre,

Publicada em 27 de Agosto de 2026 às 16:37

Radar municipal mostra desigualdades em creches e emprego no RS

Arroio do Meio, na região do Vale do Taquari, aparece com a maior taxa de cobertura de creche entre os destaques por região

Arroio do Meio, na região do Vale do Taquari, aparece com a maior taxa de cobertura de creche entre os destaques por região

Marco Quintana/arquivo/JC
Compartilhe:
Lívia Araújo
Lívia Araújo Repórter
Além do diagnóstico geral por dimensões como saúde, educação e segurança pública, o Radar RS, lançado pela Unisinos nesta quinta-feira (27), permite comparar municípios gaúchos em indicadores específicos, como a cobertura de creches e a inserção qualificada de mulheres no mercado de trabalho formal. Os dados integram os 41 indicadores levantados pela ferramenta, desenvolvida pelo Observatório da Escola de Gestão e Negócios (EGN) da Unisinos.
Além do diagnóstico geral por dimensões como saúde, educação e segurança pública, o Radar RS, lançado pela Unisinos nesta quinta-feira (27), permite comparar municípios gaúchos em indicadores específicos, como a cobertura de creches e a inserção qualificada de mulheres no mercado de trabalho formal. Os dados integram os 41 indicadores levantados pela ferramenta, desenvolvida pelo Observatório da Escola de Gestão e Negócios (EGN) da Unisinos.
Entre os municípios com mais de 20 mil habitantes, Arroio do Meio, na região do Vale do Taquari, aparece com a maior taxa de cobertura de creche entre os destaques por região, com 82,2% de cobertura, à frente de Igrejinha (79,8%) e Três de Maio (70,6%). Já no indicador de mulheres empregadas com ensino médio completo ou mais por mil mulheres, Porto Alegre lidera com 452,7, seguida por Gramado, com 431,2, e Passo Fundo, com 286,8.
Segundo o levantamento, municípios maiores concentram maior demanda por vagas em creche, o que reforça a importância do ajuste populacional adotado pela ferramenta. Já o indicador de inserção qualificada de mulheres no mercado de trabalho considera apenas vínculos formais e relaciona o número de mulheres empregadas com ensino médio completo ou superior ao total da população feminina de cada município.
Segundo o relatório que acompanha a ferramenta, nenhuma capital ou grande polo regional aparece no topo do ranking geral de suas respectivas regiões: os primeiros colocados são majoritariamente municípios pequenos, como Presidente Lucena, Mato Leitão, Montauri, São Borja e Nova Boa Vista, entre outros.
Ao mesmo tempo, quando os resultados são ajustados pelo porte populacional, cidades maiores como Canoas, Caxias do Sul, Bento Gonçalves, Bagé e Santa Maria aparecem abaixo do esperado para o tamanho de sua população, enquanto Porto Alegre figura como exceção acima do esperado em sua região. O mesmo padrão aparece em outras regiões, com Venâncio Aires, Rio Pardo, Gravataí, Viamão e Sant'Ana do Livramento também abaixo do esperado para seu porte populacional.
"Municípios maiores têm uma complexidade muito maior de gestão", afirmou o coordenador do CEI, Marcos Lélis, ao comentar por que cidades com mais habitantes tendem a enfrentar mais dificuldades para se destacar nos indicadores em relação ao esperado para o seu porte.
O relatório mostra ainda que nenhum município se sobressai em todas as dimensões ao mesmo tempo: a liderança no ranking costuma resultar do equilíbrio entre as seis áreas avaliadas — saúde, educação, segurança pública, socioeconômica, meio ambiente e finanças públicas —, e não de desempenho uniforme em cada uma delas.

Notícias relacionadas