Porto Alegre,

Publicada em 11 de Agosto de 2026 às 18:09

Longe de casa há 12 anos, senegalês busca melhor qualidade de vida com comércio na Serra Gaúcha

Mamadou Abib Diallo deixou sua cidade natal em 2014 para vir ao Brasil

Mamadou Abib Diallo deixou sua cidade natal em 2014 para vir ao Brasil

Gabriel Gravas/DIVULGAÇÃO/CIDADES
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Para o senegalês Mamadou Abib Diallo, 41 anos, deixar o país de origem em busca de oportunidades faz parte de sua cultura. Ele destaca que a motivação para a mudança não decorre de guerras ou grandes crises, mas de uma busca por melhores condições de vida que já se tornou natural entre as novas gerações de senegaleses.
Para o senegalês Mamadou Abib Diallo, 41 anos, deixar o país de origem em busca de oportunidades faz parte de sua cultura. Ele destaca que a motivação para a mudança não decorre de guerras ou grandes crises, mas de uma busca por melhores condições de vida que já se tornou natural entre as novas gerações de senegaleses.
Abib deixou a cidade natal, Kaolack, que fica a cerca de 200 quilômetros da capital, em 2014, motivado pela vinda de um amigo. A partir da chegada em São Paulo, optou por Caxias do Sul por entender que encontraria condições de trabalho. Começou atuando em um restaurante. Foi nesse ambiente que aprendeu as primeiras palavras em português, com um colega brasileiro que se preparava para se mudar para o Canadá. Tendo no francês um segundo idioma, Abib estabeleceu com ele essa ponte linguística que favoreceria seu entrosamento.
Posteriormente, o senegalês trabalhou em metalúrgica e na construção civil. Ele afirma que o começo foi difícil. Seu ofício no Senegal, de costureiro, foi ficando para trás. Hoje, ele lida com peças de vestuário como varejista, alocado no Centro de Capacitação e Comércio, depois de ter passado alguns anos como ambulante. Nas ruas, enfrentava os rigores da fiscalização que, muitas vezes resultaram na perda de sua mercadoria, além dos desconfortos do frio, da chuva e do calor ao longo das estações.
Ainda em processo de naturalização, o imigrante conta que sente falta do clima tropical de seu país e do afeto de amigos e familiares que ficaram por lá. A comunidade muçulmana no Brasil é um ponto de apoio. Embora viva só, conheceu na companhia desse grupo alguns destinos turísticos do Rio Grande do Sul, como São Francisco de Paula e Torres.
Nesses anos, conseguiu retornar à África em férias, para onde sonha regressar definitivamente um dia. Nos supermercados locais, encontra quase tudo o que necessita para se alimentar de acordo com o seu costume e, assim, diminuir a saudade de casa, com exceção dos peixes, mais abundantes no Senegal.
 

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