Porto Alegre,

Publicada em 19 de Agosto de 2026 às 18:12

Paróquia de Sant'ana completa 180 anos em Uruguaiana e mantém tradições

Atual catedral, inaugurada na década de 1950, representa a principal igreja da cidade e está ligada à criação do município

Atual catedral, inaugurada na década de 1950, representa a principal igreja da cidade e está ligada à criação do município

Prefeitura de Uruguaiana/Divulgação/Cidades
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O dia 26 de julho é o único feriado exclusivamente municipal de Uruguaiana. A data é considerada o Dia de Sant'ana, padroeira do município, e este ano também representou os 180 anos da cidade e do templo dedicado à santa, a Catedral de Uruguaiana. Ambas as instituições nasceram da Lei Provincial nº 58, de 1846, que instituiu a emancipação do município e a criação da paróquia devota a Sant'ana, mãe de Maria. Desde então, cidade e igreja se desenvolveram juntas. 
O dia 26 de julho é o único feriado exclusivamente municipal de Uruguaiana. A data é considerada o Dia de Sant'ana, padroeira do município, e este ano também representou os 180 anos da cidade e do templo dedicado à santa, a Catedral de Uruguaiana. Ambas as instituições nasceram da Lei Provincial nº 58, de 1846, que instituiu a emancipação do município e a criação da paróquia devota a Sant'ana, mãe de Maria. Desde então, cidade e igreja se desenvolveram juntas. 
Para o pároco da Catedral, Leonardo de Bortoli, o local preserva a história do município. Além de instituídas no mesmo dia, a formação da paróquia e da cidade aconteceu simultaneamente, conta Bortoli. Enquanto Uruguaiana crescia, o templo seguia o mesmo movimento.
Atualmente, a Catedral de Sant'ana faz parte da identidade da região, ao mesmo tempo que é considerada um patrimônio arquitetônico e cultural. "A importância da catedral está na estruturação da cultura do povo, porque ela fica bem no centro, no coração da cidade. Então, o templo passa a ser um símbolo da fé que forma a cultura, a vivência e o modo que a população se organiza. Eu acredito que a catedral esteja intimamente ligada com a cultura do povo uruguaianense por estar presente desde sua formação", afirma o padre. 
Bortoli acredita que a forte presença da Igreja Católica é uma característica da Região Oeste do Rio Grande do Sul. De acordo com ele, a instituição esteve presente na criação de municípios, na organização de documentos e na organização de populações. "A Igreja Católica sempre esteve presente na história dos povos aqui da região e de todo o ocidente praticamente. Ela acompanhou a criação das cidades e esteve presente até mesmo antes, porque aqui na região oeste, um pouco mais noroeste, também há a influência das missões jesuíticas", explica. 
Segundo o pároco, há três datas importantes para o templo: a criação da paróquia, há 180 anos , em 29 de maio de 1846; quando foi elevada à Diocese de Uruguaiana e passou a ser chamada de Catedral de Sant'ana, em 1910; além da data de inauguração do atual templo, em 1958. Em seus primeiros anos, a cidade contava com uma igreja matriz construída entre 1861 e 1874.
Após um incêndio atingir parte da estrutura em 1906, o templo passou por reformas. Poucos anos depois, em 15 de agosto de 1910, com a criação da Diocese de Uruguaiana pelo Papa Pio X, a antiga Paróquia de Sant'Ana foi elevada à condição de Catedral. O padre explica que logo após a criação legal da paróquia, a estrutura demorou em torno de 20 anos para ser construída, entretanto, já não é a mesma que se encontra hoje no Centro Histórico do município.
Em 1926. um novo projeto arquitetônico para o local resultou em três décadas de obras e no atual templo de Sant'ana. Ainda hoje, o espaço preserva obras de arte sacra, vitrais, a cripta onde estão sepultados os primeiros bispos da Diocese e diversos elementos que ajudam a contar a história da cidade.
O atual templo em Uruguaiana foi inaugurado na década de 1950 e segue um estilo romano, com vitrais para representar as cidades participantes da Diocese de Uruguaiana, duas torres centrais com um sistema de sinos. Segundo Bortoli, cerca de 1.200 fiéis compareceram à Catedral durante o final de semana, divididos entre os três horários diferentes de missa, aos sábados às 19h e aos domingos, às 10 e às 19h.

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