Em 10 anos de projeto, a pet terapia fez parte do tratamento de centenas de pacientes. . Entre elas, a professora Giseli Ritterbush destaca algumas que marcaram mais a equipe.
Para Ritterbush, o relato mais marcante é de uma paciente adulta que já estava internada no local há 4 meses. Durante o período de tratamento, a paciente não se comunicava mais, nem com as filhas nem com a equipe médica. Assim, foi oferecida uma sessão de pet terapia na tentativa de motivá-la a continuar com o tratamento. A professora conta que no primeiro contato entre a paciente e o cachorro, ela começou a conversar com o animal. "Assim que ela viu o cachorro começou a conversar com ele. As filhas dessa paciente estavam acompanhando a sessão e se emocionaram muito, porque estavam há quatro meses sem ouvir a voz da mãe", conta.
Outra paciente que marcou a coordenadora do curso, foi a tutora da atual terapeuta Amora. Ela conta que a paciente finalizava seu tratamento de câncer, quando adotou uma cachorra vítima de maus tratos. Amora a acompanhou durante todo o seu tratamento e suas visitas ao hospital motivaram a tutora a continuar. "Quando convidamos a tutora da Amora para participar do projeto, ela ficou muito emocionada. Contou que a cachorra a ajudou muito a se recuperar durante o tratamento dela. Era a Amora que fazia com que ela tivesse ânimo de levantar para dar uma voltinha pelo pátio", relata a professora.
Ainda este ano, o projeto também contou com uma participação especial, da Ovelha Chanel, que possui mais de 700 mil seguidores no Instagram. Foram duas sessões especiais, realizadas com crianças da oncologia do hospital. Durante o encontro, os pacientes puderam brincar com a ovelha, alimentar, fazer carinho e também pentear o pelo dela.