Porto Alegre,

Publicada em 17 de Julho de 2026 às 17:25

Empresas buscam informações sobre área do Arsenal de Guerra em General Câmara

Pavilhões  atraem interesse de segmentos naval, calçadista, metalúrgico e funilaria

Pavilhões atraem interesse de segmentos naval, calçadista, metalúrgico e funilaria

André Liziardi/Prefeitura de General Câmara/Divulgação/Cidades
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Lívia Araújo
Lívia Araújo Repórter
A prefeitura de General Câmara está recebendo cartas de intenção de empresas interessadas em ocupar os pavilhões do antigo Arsenal de Guerra, desativado em novembro de 2024. Os contatos incluem empresas dos segmentos naval, metalúrgico, calçadista e de funilaria. Entre elas, segundo o prefeito Márcio Brandão, uma empresa calçadista já instalada no município quer expandir sua operação e é uma das mais adiantadas nas tratativas.
A prefeitura de General Câmara está recebendo cartas de intenção de empresas interessadas em ocupar os pavilhões do antigo Arsenal de Guerra, desativado em novembro de 2024. Os contatos incluem empresas dos segmentos naval, metalúrgico, calçadista e de funilaria. Entre elas, segundo o prefeito Márcio Brandão, uma empresa calçadista já instalada no município quer expandir sua operação e é uma das mais adiantadas nas tratativas.
A área é composta pelo Grupo de Armazéns GA1, estrutura portuária às margens do Rio Taquari, e pelos pavilhões do complexo fabril do Arsenal, que conta com ponte rolante, estrutura metálica reforçada e amplos galpões. Os imóveis pertencem à União e foram transferidos para a guarda da prefeitura em março deste ano, sob responsabilidade da Superintendência do Patrimônio da União (SPU). Em junho, o município recebeu o termo de destinação das áreas residenciais, do campo de futebol e da área de lazer, que serão repassadas ao município após o período eleitoral. Já a área fabril e o GA1 seguirão sob propriedade da União, com cessão de uso a ser formalizada para que empresas possam se instalar.
"A gente está finalizando o processo com a SPU para a cessão. Minha preocupação maior é as empresas trazerem as cartas de intenção e a gente levar até a SPU para ver se liberam a instalação", explicou Brandão. Cada empresa deverá arcar com a adaptação do espaço ao seu uso específico, sem investimento inicial da prefeitura. "São pavilhões com estrutura excelente. Construir um pavilhão novo de tamanho equivalente teria um custo muito alto", comparou o prefeito. A prefeitura estuda oferecer incentivos fiscais, como dedução de impostos, em contrapartida à geração de empregos e à instalação das empresas no município.

Abandono da área militar deixou lacuna econômica no município, afirma prefeito

Arsenal de Guerra General Câmara foi transferido para o município em 1935

Arsenal de Guerra General Câmara foi transferido para o município em 1935

Arquivo/Câmara Municipal de General Câmara/Cidades
A desativação do Arsenal de Guerra de General Câmara (AGGC), concluída em novembro de 2024 após processo iniciado em 2022, deixou uma lacuna econômica sentida em todo o município de General Câmara, na avaliação da prefeitura. O complexo, transferido para o município em 1935, e que chegou a reunir 242 imóveis entre instalações industriais, residências e equipamentos de lazer, era o maior empregador local. Com a saída dos militares e funcionários, o comércio perdeu uma parcela significativa de sua clientela habitual.
"Com o fim das atividades, a arrecadação caiu bastante. O comércio sentiu muito, desde o barbeiro que cortava o cabelo dos militares até o mercado, a farmácia, tudo. As obras que aconteciam, os gastos que eram investidos aqui, não existem mais", resumiu o prefeito Márcio Brandão. A transferência das atividades do Arsenal para o Parque Regional de Manutenção, em Santa Maria, integrou uma reestruturação das Forças Armadas voltada à racionalização logística.
O prefeito de General Câmara lamentou ainda que a transição não tenha sido planejada com antecedência. Apesar do anúncio da saída em 2022, os imóveis só foram repassados à guarda da prefeitura em março de 2026. "Se isso tivesse sido encaminhado desde 2022, os prédios estariam em melhores condições e, de repente, já teríamos empresas instaladas ali", avaliou.

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