Porto Alegre,

Publicada em 22 de Junho de 2026 às 18:05

Projeto da Feevale auxilia catadores de Novo Hamburgo

Projeto fez valor arrecadado com garrafas pet aumentar, ao transformar o material em filamento para uso em impressoras 3D

Projeto fez valor arrecadado com garrafas pet aumentar, ao transformar o material em filamento para uso em impressoras 3D

Universidade Feevale/Divulgação/Cidades
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Maria Vitória Marca
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Um grupo de 10 alunos dos cursos de Engenharia na Feevale em Novo Hamburgo desenvolveu um equipamento que transforma garrafas pet em filamentos usados em impressoras 3D, o Fipet. O projeto foi direcionado a catadores da Univale, uma cooperativa de reciclagem da cidade, com o objetivo de aumentar o valor do PET, plástico mais vendido pelos agentes de reciclagem. O desenvolvimento do equipamento foi realizado em aula, pelas disciplinas Projetos Aplicados I e II, nas quais os estudantes são desafiados a desenvolver projetos que deem algum tipo de retorno à sociedade, explica a professora Daiana Arnold, coordenadora da pesquisa. 
Um grupo de 10 alunos dos cursos de Engenharia na Feevale em Novo Hamburgo desenvolveu um equipamento que transforma garrafas pet em filamentos usados em impressoras 3D, o Fipet. O projeto foi direcionado a catadores da Univale, uma cooperativa de reciclagem da cidade, com o objetivo de aumentar o valor do PET, plástico mais vendido pelos agentes de reciclagem. O desenvolvimento do equipamento foi realizado em aula, pelas disciplinas Projetos Aplicados I e II, nas quais os estudantes são desafiados a desenvolver projetos que deem algum tipo de retorno à sociedade, explica a professora Daiana Arnold, coordenadora da pesquisa. 
O Fipet foi inspirado em um equipamento já existente, mas construído com algumas modificações, afirma a professora. De acordo com ela, para transformar garrafas de plástico em filamento era necessário mais de uma máquina, encarecendo todo o processo. Com o projeto dos estudantes, é possível ter o mesmo resultado com apenas um equipamento, com peças simplificadas.
Arnold ainda explica que é possível montar um novo aparelho com os filamentos gerados em uma impressora 3D. "Conseguimos criar um novo equipamento, imprimindo justamente as peças dele com o próprio filamento produzido", adiciona. 
Na visita à Univale, os estudantes perceberam o baixo valor do material, ao mesmo tempo que era o item mais recolhido pelos trabalhadores. A venda do produto acontece por fardos que são prensados e comercializados por valores entre R$ 0,90 e R$ 3 por quilo. Por outro lado, com o processo de transformar o material em filamento este valor pode chegar a dobrar, aumentando o lucro entre 50% e 100% do valor, concluiu o estudo do projeto.
Para a aprovação do uso do equipamento, ele precisou passar por diferentes testes, como o uso do filamento gerado em impressoras 3D da universidade e a testagem de garrafas de cores diferentes. Mesmo que a fase inicial do projeto tenha focado exclusivamente no plástico PET - por ser uma necessidade da recicladora - a pesquisa deve avançar para que outros materiais sejam testados, conta a professora. "Nossos testes iniciais foram todos com garrafa PET, nos quais os alunos testaram garrafas de diferentes cores. Mas, nada impede do equipamento ser usado, por exemplo, para tubos de shampoo também. O que fizemos foi só um estudo inicial", explica. 
Com a conclusão do projeto, o Fipet foi entregue à Univale e já está em uso pela cooperativa. Assim, com o uso do equipamento, os catadores poderão transformar o material das garrafas recolhidas em filamentos para impressão 3D e comercializar com empresas direcionadas à área. Além disso, o aparelho também pode ser usado para a produção de novos produtos em uma impressora 3D, para serem comercializados pela própria Univale.
A coordenadora do projeto também conta que ele deve continuar no próximo semestre. Segundo ela, o equipamento deve ser  aprimorado e pode ser usado pela própria universidade, que conta com impressoras 3D. "Com a entrega do aparelho e o retorno dos trabalhadores da Univale, os alunos já estão com um monte de ideias novas. No próximo semestre os alunos continuarão trabalhando em cima do equipamento e coletando informações, e a nossa ideia é dar continuidade ao projeto, para avançar nas adaptações necessárias", conta a Daiana.

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