A casa da Xuxa é considerada um patrimônio histórico de Santa Rosa, cidade na qual a cantora nasceu e morou até os sete anos de idade. Com o sucesso da carreira, sua antiga casa se tornou propriedade da prefeitura e um ponto turístico do município. No local, era possível revisitar um acervo de roupas e figurinos usados pela gaúcha, além de outras decorações em sua homenagem, como um muro pintado com personagens de seus filmes. Todavia, visitações ao interior da propriedade não acontecem desde 2013, quando o acervo foi entregue à equipe da apresentadora.
Acervo de figurinos da cantora ficava exposto em sua antiga casa no município até 2013
Prefeitura de Santa Rosa/Divulgação/Cidades
Entretanto, em maio deste ano, a prefeitura de Santa Rosa firmou um acordo de cogestão do ponto turístico com o clube de serviços e voluntariado Lions. A ideia é reabrir a casa para visitação após reformas no interior, o qual deve ter uma área de memorial à cantora e outra de atendimento ao turista. O clube será responsável pelo atendimento na central do turista, assim como pela reforma e manutenção do imóvel. Já a prefeitura deve fazer a fiscalização e arcar financeiramente com eventuais custos.
Por outro lado, em 2023, a organização voluntária do município já havia formalmente adotado o local e era responsável pela manutenção externa da casa. Foi por meio desse processo de adoção que o clube realizou a pintura da propriedade, reformou o jardim, assim como, se responsabilizou por manutenções semanais. “Quando o clube adotou a casa da xuxa foi unicamente para fazer a pintura, ajardinamento e manter a grama cortada. A casa foi pintada com o auxílio de empresas locais que doaram tinta para fazermos essa revitalização”, contou o presidente do Lions, Alexandre Motta Ledur.
De acordo com ele, a propriedade estava em estado de abandono, com pintura desgastada, grama alta, além de ser frequentada de forma inadequada. Desde a adoção do local, o grupo planejava fazer reformas no interior do imóvel a fim de transformá-lo em um memorial à cantora. Hoje, não há nenhum tipo de acervo ou de mobília dentro da propriedade. Mesmo que em 2021, com a gravação do documentário da Xuxa para o Globoplay, o local tenha sido remobiliado como era quando a gaúcha morava na casa, o acervo foi devolvido e o interior da propriedade permaneceu vazio.
Casa antes da adoção do Clube Lions não recebia manutenções como pintura e jardinagem
Prefeitura de Santa Rosa/Divulgação/Cidades
Mesmo com a cogestão, os próximos passos para que o local seja reaberto ainda são muitos. Segundo o secretário de Desenvolvimento Econômico de Santa Rosa, Odaylson Éder, o plano é reconstruir um cômodo da casa conforme era originalmente, quando a cantora morava no local. Além de arrumar outro cômodo para se tornar uma sala multimídia, com CDs e um monitor para a exibição de momentos marcantes da carreira da apresentadora, o que requer autorização de sua equipe. A prefeitura também entrou em contato com a produtora da 'Rainha dos Baixinhos sobre a possibilidade de ser entregue um acervo para o memorial, com figurinos antigos. “Em 2021, na semana que ela esteve em Santa Rosa, nós conversamos em relação ao memorial, em todo momento ela e a produção foram bastante favoráveis a mandar o acervo”, afirmou o secretário.
De acordo com Ledur, o clube também planeja tornar a casa mais acessível, com rampas de acessibilidade. Para isso, é necessário um projeto de engenheiro, depois a aprovação do orçamento por parte da prefeitura e, caso seja negado, a adesão de recursos por parte do Lions. Já para a reestruturação do interior da casa, é preciso decidir qual cômodo será mobiliado conforme era originalmente, para depois ser remobiliado. Também é preciso organizar como será a central do turista.
Por este motivo, ainda não há previsão de quando o local será reaberto. Para Ledur, a decisão de cogestão, planejada desde 2023, foi o primeiro passo para a reforma do ponto turístico. “Como qualquer modificação da casa, por ser um imóvel tombado, precisa de aprovação, infelizmente não tenho como afirmar que a reforma vai levar 6 meses ou 8 meses. O processo da permissão de uso levou quase 2 anos. São etapas e essa etapa de cogestão foi concluída. Agora começamos uma etapa que em tese pode parecer mais fácil, mas também tem questões burocráticas internas”, afirmou o presidente do Lions Clube