A Universidade de Passo Fundo (UPF) entregou oficialmente o Passo Fundo Valley. O distrito de 10 hectares chega para reconfigurar o mapa da inovação e do empreendedorismo no Norte do Rio Grande do Sul. A inauguração foi realizada com a presença de autoridades e comunidade de toda a região, em um momento que marcou a entrega da obra que levou menos de um ano.
O espaço entregue à comunidade foi desenhado para conectar três pilares: academia, mercado privado e setor público. O ecossistema prioriza e impulsiona negócios divididos em cinco verticais estratégicas da região: agronegócio, saúde, Indústria Criativa, educação e Tecnologias da Informação e Comunicação. Viabilizado por R$ 13 milhões, o Passo Fundo Valley ocupa 10 hectares no Campus I da UPF e amplia em 75% a área dedicada à inovação no parque.
De forma geral, o projeto adicionou mais de 2.900 metros quadrados de nova infraestrutura aos 4.000 metros quadrados já existentes. O complexo passa a contar com salas corporativas, laboratórios avançados, a Arena UPF Parque (150 pessoas), nova incubadora com mais de 500 m², além do Espaço Collab, Coworking e Stage Valley.
No entanto, segundo o gestor do UPF Parque, Ricardo Fantinelli, a criação do Passo Fundo Valley não é apenas uma expansão de infraestrutura, é a concretização da visão de integração da universidade com empresas, governos e sociedade. “É a expansão dos ambientes de colaboração, somada a novos projetos estruturantes. Vamos criar mais pontes com a comunidade regional, permitindo, assim, que pesquisadores, acadêmicos, empresários e agentes públicos atuem em sinergia para que a inovação de fato seja transformada em impacto real, potencializando nossa excelência em pesquisa, extensão e geração de talentos”, comenta.
A partir de agora, os novos terrenos que circundam o parque já estão disponíveis a interessados e são destinados a empresas de base tecnológica, startups e centros de P&D. O foco é atrair negócios que desejam co-criar com a academia, transformando o conhecimento científico em inovação aplicada e soluções de mercado.
Ao todo, serão ofertados 34 lotes urbanizados de 1.000 a 3.000 m² para indústrias instalarem suas próprias unidades de pesquisa e desenvolvimento. O diferencial está no modelo de Direito Real de Uso por 20 anos prorrogáveis: até 75% do valor da ocupação do terreno pode ser convertido em projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação executados em parceria com os laboratórios da universidade. Empresas instaladas contam ainda com sandbox regulatório municipal e incentivos fiscais previstos em lei.