Porto Alegre,

Publicada em 21 de Maio de 2026 às 18:17

Simers realiza pesquisa sobre atuação de médicos no Litoral Norte do RS

 As visitas conduzidas pelo Núcleo de Especialidade da Medicina de Emergência

As visitas conduzidas pelo Núcleo de Especialidade da Medicina de Emergência

Simers/DIVULGAÇÃO/CIDADES
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Jornal Cidades
O Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers) organizou uma pesquisa com médicos das áreas de urgência e emergência em instituições do Litoral Norte gaúcho. As visitas conduzidas pelo Núcleo de Especialidade da Medicina de Emergência, nos meses de fevereiro e março, foram realizadas em 13 estabelecimentos de seis municípios. 
O Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers) organizou uma pesquisa com médicos das áreas de urgência e emergência em instituições do Litoral Norte gaúcho. As visitas conduzidas pelo Núcleo de Especialidade da Medicina de Emergência, nos meses de fevereiro e março, foram realizadas em 13 estabelecimentos de seis municípios. 
Alguns pontos do documento evidenciam fragilidades, uma delas relacionada à segurança no ambiente de trabalho. Mais de 44% das respostas relataram a ausência de porteiro nas instituições, enquanto a maioria informou não haver equipe de segurança. Em contrapartida, foi apontado que 62% das unidades dispõem de câmeras de monitoramento. Além disso, 57,7% relataram episódios de violência, principalmente verbal, totalizando 15 ocorrências nos municípios de Capão da Canoa, Imbé, Osório, Torres, Tramandaí e Xangri-Lá. 
Os médicos atuantes são majoritariamente PJ, representando mais de 93%, com participações de cotistas. Em relação à remuneração, 31% relataram atrasos, enquanto 65% não apontaram esse problema. A maioria indica a existência de médicos exclusivos por área e apresentaram dificuldades em algumas escalas de trabalho, especialmente nos municípios de Imbé, Tramandaí e Torres.   
Na estrutura, 62% das respostas indicam superlotação nas instituições, com indicações que o problema ocorre de forma sazonal, principalmente no verão. Dentre elas, a maioria aponta a ausência de leitos de retaguarda, e alguns dos entrevistados afirmaram a inexistência de fluxos assistenciais definidos para pacientes graves.   
No quesito insumos, 86% dos entrevistados afirmaram não haver escassez de medicamentos. Entre os 14% que apontaram desabastecimento, a principal demanda esteve relacionada à ausência de antibióticos. Além disso, 21% dos relatos mencionaram carência de equipamentos médicos. Não houve apontamentos referentes à falta de EPIs. 

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