Porto Alegre,

Publicada em 19 de Maio de 2026 às 18:31

Rio Grande do Sul terá centro para pesquisa sobre olivicultura

Setor quer ampliar o conhecimento técnico para garantir regularidade e crescimento da produção

Setor quer ampliar o conhecimento técnico para garantir regularidade e crescimento da produção

Nestor Tipa Júnior/DIVULGAÇÃO/CIDADES
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Jornal Cidades
Após a assinatura de um protocolo para criação de um Centro de Referência em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação da Olivicultura do Rio Grande do Sul, a expectativa é que a iniciativa comece a funcionar em breve. O Centro é uma parceria do Instituto Brasileiro de Olivicultura (Ibraoliva) com as universidades Federal de Santa Maria (UFSM) Federal de Pelotas (Ufpel) Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA) Secretaria da Inovação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul, Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) e produtores ligados ao Ibraoliva.

O documento foi assinado na recente Abertura Oficial da Colheita da Oliva, em Triunfo. Os objetivos declarados incluem aumentar a produtividade dos olivais, adaptar cultivares ao clima gaúcho, melhorar qualidade e certificação dos azeites, formar especialistas e integrar pesquisa universitária com produtores.
Após a assinatura de um protocolo para criação de um Centro de Referência em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação da Olivicultura do Rio Grande do Sul, a expectativa é que a iniciativa comece a funcionar em breve. O Centro é uma parceria do Instituto Brasileiro de Olivicultura (Ibraoliva) com as universidades Federal de Santa Maria (UFSM) Federal de Pelotas (Ufpel) Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA) Secretaria da Inovação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul, Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) e produtores ligados ao Ibraoliva.

O documento foi assinado na recente Abertura Oficial da Colheita da Oliva, em Triunfo. Os objetivos declarados incluem aumentar a produtividade dos olivais, adaptar cultivares ao clima gaúcho, melhorar qualidade e certificação dos azeites, formar especialistas e integrar pesquisa universitária com produtores.
• LEIA TAMBÉM: O diferencial do azeite gaúcho

O presidente do Ibraoliva, Flávio Obino Filho, defendeu o fortalecimento dos investimentos em pesquisa como caminho para consolidar a produção brasileira de azeite de oliva. O dirigente reiterou que o setor precisa ampliar o conhecimento técnico para garantir regularidade e crescimento da produção nacional. “Temos o melhor azeite do mundo, mas nos falta fruta quando o clima não ajuda. Precisamos voltar para dentro da porteira e investir fortemente em pesquisa para entender o que fizemos de certo e o que ainda precisamos corrigir para termos estabilidade produtiva”, enfatizou. Obino acrescentou que a olivicultura brasileira vive um momento de expansão, mas enfrenta desafios climáticos e produtivos que exigem maior apoio técnico e científico.

Já o diretor da Agência de Inovação (Inova) da UFCSPA, Hélio Leães Hey, afirma tratar-se de uma iniciativa estratégica entre universidades, governo e setor produtivo para fortalecer a cadeia da oliva que já coloca o Rio Grande do Sul como referência nacional na produção de azeite de oliva de alta qualidade. Hey ressalta que a ideia é que o Centro atue no desenvolvimento de pesquisas aplicadas na transferência de tecnologia também na qualificação de produtores e principalmente na geração de soluções inovadoras capazes de ampliar a produtividade, a qualidade e a sustentabilidade da produção dos azeites e derivados. 

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