O El Niño, fenômeno que causou chuvas acima da média no primeiro semestre de 2024, deve atingir novamente o Estado, mas, até o momento, não se sabe que impactos poderá causar no Vale do Taquari.
Segundo a meteorologista do Núcleo de Informações Hidrometeorológicas da Univates, Maria Angélica Gonçalves Cardoso, a magnitude depende da evolução do acoplamento oceano-atmosfera nos próximos meses.
“No estágio atual, não é possível determinar quais bacias hidrográficas serão mais afetadas, uma vez que a precipitação associada ao El Niño pode ocorrer de diferentes formas, desde períodos prolongados de chuva persistente até eventos intensos e localizados. Além disso, a vulnerabilidade das bacias hidrográficas depende de fatores como a condição antecedente de umidade do solo, os níveis dos rios e a ocorrência de eventos meteorológicos sucessivos”, relata.
Ela ainda destaca que esses elementos reforçam a necessidade de monitoramento contínuo e da integração entre previsões meteorológicas e hidrológicas. Ainda segundo a meteorologista, a previsibilidade de eventos de chuva intensa e de seus impactos hidrológicos é, em geral, confiável em horizontes de até sete dias, com redução significativa da precisão em prazos mais longos.
“Mesmo em cenários de El Niño de maior intensidade, não há garantia de repetição de eventos extremos específicos, como os registrados em maio de 2024. Portanto, a gestão de risco deve ser baseada na atualização constante das previsões e dos boletins técnicos”, declara.