Porto Alegre,

Publicada em 12 de Maio de 2026 às 16:55

Empresas rescindiram acordos para a construção de casas em Estrela

Somente na cidade, mais de 1,5 mil residências foram atingidas pelas três enchentes, duas em 2023 e a de maio de 2024

Somente na cidade, mais de 1,5 mil residências foram atingidas pelas três enchentes, duas em 2023 e a de maio de 2024

ELISANGELA FAVARETTO/ESPECIAL/CIDADES
Compartilhe:
Elisangela Favaretto
Elisangela Favaretto
A cidade de Estrela registrou a perda de 1.562 residências devido às enchentes. Muitas famílias migraram, principalmente, para Venâncio Aires, Lajeado, Teutônia, Arroio do Meio, Bom Retiro do Sul e Santa Cruz do Sul, segundo a prefeitura. Conforme a secretária de Habitação, Regina Mallmann, da população atingida que está no município, 74 famílias ainda residem em moradias provisórias disponibilizadas pelo governo do estado, enquanto outras 200 seguem atendidas pelo programa de aluguel social.
A cidade de Estrela registrou a perda de 1.562 residências devido às enchentes. Muitas famílias migraram, principalmente, para Venâncio Aires, Lajeado, Teutônia, Arroio do Meio, Bom Retiro do Sul e Santa Cruz do Sul, segundo a prefeitura. Conforme a secretária de Habitação, Regina Mallmann, da população atingida que está no município, 74 famílias ainda residem em moradias provisórias disponibilizadas pelo governo do estado, enquanto outras 200 seguem atendidas pelo programa de aluguel social.
A prefeitura também teve dificuldade para encontrar áreas de terra e, além disso, empresas que executassem as obras. "As empresas entram nos processos licitatórios e eles são morosos, demoram a iniciar a obra. Sem contar que a gente corre o risco da empresa, no meio do processo, largar a obra e ir para outro local e não entregar para a gente. Então, é bem dificultoso esse acerto com as empresas", relata a secretária.
Regina lembra que o município já enfrentou abandono de empresas. "Nas 20 casas que o governo estadual fez entrega neste mês de maio, a empresa simplesmente largou na metade da obra e até chamar a segunda colocada, fazer todo o processo novamente, iniciar a obra, isso demora. A questão documental também tem que ser aprovada; então, é um processo lento", lamenta.
A secretária ainda acrescenta que o número de casas que estão sendo construídas supre as necessidades da cidade. Regina também detalha os programas habitacionais que estão em andamento. Ao todo, são 1.724 unidades habitacionais que estão em diferentes estágios de execução, contratação e planejamento. Pelo Estado, no programa "A Casa é Sua" são 108 moradias. O Ministério Público do Rio Grande do Sul atua na construção de 10 unidades, onde seis estão em fase final. A Fundação Caxias, de Caxias do Sul, é responsável pela doação de seis casas, que serão entregues no dia 19 de maio.
Na esfera federal, pelo "FAR Calamidade", está sendo feita a construção de 100 apartamentos no loteamento Novo Paraíso, com entrega prevista para dezembro deste ano, além da confirmação de mais 800 unidades. No Compra Assistida, foram viabilizadas 566 moradias. Ainda são 50 unidades em fase de licitação pelo Fundo Nacional de Habitação de Interesse Social para cidade com até 50 mil habitantes, que é uma extensão do Minha Casa, Minha Vida e 50 previstas pelo MAB Entidades, que serão construídas em área doada pela Câmara do Comércio, Indústria, Serviços e Agronegócio de Estrela (Cacis).
 

Notícias relacionadas