Porto Alegre,

Publicada em 08 de Maio de 2026 às 14:19

Prefeitura de Caxias do Sul afirma que manterá serviço de táxi-lotação

Possibilidade de fim do serviço surgiu após manifestação do Conselho Municipal de Trânsito e Transportes no mês passado

Possibilidade de fim do serviço surgiu após manifestação do Conselho Municipal de Trânsito e Transportes no mês passado

TAXI LOTAÇÃO CAXIAS/REPRODUÇÃO/CIDADES
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Jornal Cidades
A Comissão de Transporte e Mobilidade Urbana ( CTMU) da Câmara Municipal de Caxias do Sul realizou uma audiência pública, na semana passada, para discutir a possível extinção do serviço de táxi-lotação, popularmente conhecido como "azulzinho". O debate reuniu permissionários, usuários, representantes do Executivo e vereadores, diante da preocupação com o futuro da modalidade de transporte que opera há quase 26 anos no município.
A Comissão de Transporte e Mobilidade Urbana ( CTMU) da Câmara Municipal de Caxias do Sul realizou uma audiência pública, na semana passada, para discutir a possível extinção do serviço de táxi-lotação, popularmente conhecido como "azulzinho". O debate reuniu permissionários, usuários, representantes do Executivo e vereadores, diante da preocupação com o futuro da modalidade de transporte que opera há quase 26 anos no município.
Considerado uma alternativa complementar ao transporte coletivo urbano, o sistema atende principalmente trabalhadores e estudantes em deslocamentos diários, conectando diferentes regiões da cidade, como os bairros próximos ao Shopping Villagio, a região de Ana Rech e a zona leste. Atualmente, o serviço funciona em horários fixos durante a semana, com tarifa de R$ 6,00. A possibilidade de encerramento do sistema surgiu após manifestação do Conselho Municipal de Trânsito e Transportes, comunicada em abril deste ano. Permissionários, porém, contestam a medida e defendem que o conselho possui caráter consultivo, permitindo que a administração municipal reavalie a decisão.
Presidente do Conselho Municipal de Mobilidade, e secretário municipal de Trânsito, transportes e mobilidade urbana, Elói Frizzo, afirmou que o táxi-lotação representa cerca de 1,2% da demanda total do transporte público de Caxias do Sul. Apesar disso, garantiu que o município busca alternativas para manter a modalidade em funcionamento. "O serviço de táxi-lotação não vai acabar. As questões legais para a continuidade estão sendo debatidas com a Procuradoria-Geral do Município, respeitando as exigências da legislação do transporte coletivo e os apontamentos do Ministério Público. Os usuários não ficarão nenhum dia sem os azulzinhos", afirmou Frizzo.
Durante a audiência, o presidente da Associação Caxiense de Táxi-Lotação (ACTL), Everton Silveira, criticou a condução do processo e afirmou que os permissionários nunca receberam subsídios públicos para manter o serviço em funcionamento. Segundo ele, desde 2025 não houve revisão tarifária e os pedidos de alteração de rotas e renovação da frota não foram atendidos pelo município. Ele também destacou a expectativa de que o debate público sensibilize o Executivo municipal para uma reavaliação da medida.
"Ainda existe esperança, tanto por parte da associação quanto da população usuária do sistema, de que haja uma reviravolta. Esperamos que o prefeito, o secretário e o Conselho Municipal analisem melhor esse tema para que não seja tomada uma decisão equivocada", completou.
De acordo com os permissionários, o sistema enfrenta dificuldades há anos, especialmente pela ausência de autorização para renovação da frota. Desde a implantação, no fim da década de 1990, o número de veículos em operação caiu de 22 para apenas sete. Nas justificativas apresentadas pela administração municipal e pela secretaria de Trânsito, a possível extinção do serviço é baseada em ação do Ministério Público, após análises técnicas que apontam falta de ingerência do município sobre o sistema, que vinha sendo autorregulado pelos próprios permissionários. O relatório também cita dificuldades de fiscalização, fragilidades operacionais, envelhecimento da frota e desinteresse de novos permissionários.

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