O Festival de Balonismo de Torres, no Litoral Norte gaúcho, inicia a partir desta quinta-feira (30), e vai até o dia 3 de maio. O evento, considerado o maior da América Latina, une apresentações musicais ao esporte, com sete shows de artistas nacionais, além de outros espetáculos gratuitos na programação.
De acordo com a prefeitura, que organiza a competição, o festival será ainda maior que a do ano anterior, com uma quantidade maior de competidores internacionais e de balões, 110 voltado para as provas e outros 10 para exibição, com formatos diferentes como uma bola de futebol e um balão que faz referência ao capacete de Fórmula 1 usado por Ayrton Senna.
O Festival de Balonismo é considerado o segundo maior do mundo, perdendo apenas para o que acontece na cidade de Albuquerque, nos Estados Unidos. "Voar competindo em Torres e em Albuquerque, são os dois sonhos de quem é balonista", afirma Gabriel Mello, secretário de Turismo de Torres.
Segundo ele, 17 competidores são estrangeiros, vindos tanto da América Latina, como do Chile e Argentina, ou de países mais distantes, como Alemanha, Japão e Austrália. Os demais competidores vêm de todos os estados do Brasil, entretanto, a maioria é gaúcha, muitos deles de Torres, a sede do evento. "Hoje, o Rio Grande do Sul acaba sendo o celeiro desses pilotos. Eu brinco que a gente tem o Pelé, o Cristiano Ronaldo, o Messi e o Ronaldinho Gaúcho do balonismo todos vindo daqui do Estado", afirma Mello.
Na programação, os voos competitivos acontecem diariamente na parte da manhã, às 6h40, e da tarde, às 16h. Há algumas provas surpresa, quando o piloto só é avisado do horário e dia das provas na abertura do festival - a ideia é que assim o piloto não consiga se preparar antecipadamente para cada uma das disputas. Além disso, elas dependem das condições climáticas, como a velocidade do vento e a umidade do ar no momento do voo, explica o secretário.
A prova mais esperada é a Prova da Chave, quando os balonistas concorrem a um carro zero quilômetro. Nesta disputa, os competidores precisam pegar uma chave ilustrativa pendurada em um mastro de 6 a 10 metros de altura. Cada balonista sai de um local determinado a três quilômetros de distância do mastro e no final há apenas um vencedor: o que conseguir pegar a chave com as próprias mãos primeiro. "São várias provas, mas disparada a que mais chama a atenção do público é esta (da Chave)", afirma Mello.
O secretário também destaca na programação o Night Glow, um espetáculo que acontece nos três primeiros dias do festival, às 19h. Nele, balões são inflados com chamas, mas permanecem no chão, enquanto o público pode circular em torno deles.
O público previsto para este ano é um pouco menor do que o da última edição. Segundo Mello, no ano passado, o feriado do Dia do Trabalhador prolongado ajudou para que o festival excedesse a expectativa de público. Por outro lado, como este ano ele acontece na sexta-feira, é como se o evento "perdesse" um dia, no qual a maioria do público não poderá participar na parte da manhã e da tarde.
Assim, a expectativa é de 300 mil pessoas, comparadas às 350 mil que compareceram em 2025. Entretanto, o secretário explica que a grade de apresentações musicais funciona como uma ferramenta de suporte para o festival, "A grande atração é o balão, mas os shows acabam funcionando como um suporte para gerar fluxo de pessoas", afirma.
O evento inicia nesta quinta-feira, às 6h, com entrada gratuita todos os dias até as 14h. Na parte cultura, o Festival de Balonismo terá atrações musicais que se distribuem entre o Palco 1 e o Palco 2 ao longo dos quatro dias. O primeiro dia de festival terá shows dos artistas Gerson Rufino, Marcos Nunes e Thalles. Na sexta, se apresenta o cantor Xande Pires, no sábado, Armandinho e a banda Lagum. Já no último dia, a atração musical será o grupo Traia Veia.