A cidade de Santiago recebe, a partir desta quinta-feira (30), a segunda edição da Feira Nacional do Mel, a Fenamel. O evento ocorre no Centro de Eventos da cidade e, apesar do início ser na quinta-feira, a abertura oficial está programada para a sexta-feira (1), a partir das 19h. Serão mais de 200 expositores, segundo a organização, e a expectativa de um público na casa das 40 mil pessoas até o domingo (3), quando se encerra a Fenamel. A entrada é gratuita.
A segunda edição do evento traz diversas expectativas para o setor da apicultura e da meliponicultura. Isso porque Santiago e outras sete cidades da Região Central do Rio Grande do Sul querem se transformar em referência na produção de mel no Estado. Atualmente, 800 famílias da região dependem do cultivo para sobreviver, e o setor movimenta cerca de R$ 13 milhões ao ano, afirma o presidente da Fenamel, Fernando Oliveira. Somente em Santiago são mais de 35 mil colmeias ativas - a cidade é considerada a maior produtora do Estado.
Todo esse potencial levou lideranças regionais a trabalhar a ideia de criação do Vale do Mel, que incluiria, além de Santiago, cidades como Jaguari, Cacequi, Capão do Cipó, Mata, São Francisco de Assis e São Vicente do Sul. A ideia ainda está em desenvolvimento e a Fenamel é vista como fundamental nesse processo. No futuro, a intenção é criar roteiros turísticos e apresentar as virtudes e potencialidades do mel produzido no Vale do Jaguari aos visitantes.
Segundo Fernando Oliveira, para isso, é necessário resolver gargalos, como a criação de linhas de crédito específicas para o setor. "O produtor precisa entender que ele pode vender o mel por um valor muito maior, desde que tenha estrutura para produção. Para isso, precisa de crédito, muitas vezes, um investimento único", comenta. Atualmente, além de abastecer o RS, a produção é levada para outros estados brasileiros e exportado para a Europa, tendo a Alemanha como principal compradora.
Outro projeto em andamento para o setor é a obtenção da Indicação Geográfica do mel do Vale do Jaguari. O processo já foi iniciado junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), mas rejeitado por falta de documentação. A Emater auxilia no processo, e um novo pedido deve ser protocolado ainda em 2026.
A Feira Nacional do Mel também vai ofertar uma diversidade de atrações culturais, bem como painéis de debate sobre o setor. A programação completa pode ser conferida nas redes sociais do evento (@fenamel2026).