O projeto elaborado para revitalização do Calçadão da rua General Bacelar, em Rio Grande, foi apresentado em reunião para lojistas, ambulantes, moradores e demais interessados. A licitação da obra será aberta nesta segunda-feira (27), de acordo com a prefeitura. As obras devem começar ainda este semestre e concluídas em cerca de 10 meses.
Todo o calçadão será revitalizado. O projeto engloba o trecho entre as ruas Benjamin Constant e a General Neto, no Largo Dr. Pio. Serão 6.500 metros quadrados de obras, com investimento orçado em mais de R$ 3,1 milhões, oriundos de uma contrapartida da Corsan.
Considerado como um dos principais espaços de atividade econômica do município, o trecho a ser revitalizado apresenta diversas limitações estruturais e funcionais. A última intervenção ocorreu na década de 1990, deixando a quadra do Largo Dr. Pio de fora. Para quem utiliza o calçadão, pode observar, por exemplo, o afundamento do piso em diversos trechos.
A secretária do Gabinete de Programas e Projeto Especiais, Giovana Trindade apresentou toda a proposta. Ela explicou que trata-se de uma obra em um dos principais eixos comerciais da cidade. A intervenção integra infraestrutura urbana mais a qualificação do espaço público. “O calçadão atual apresenta problemas de conservação que comprometem o conforto, a segurança dos pedestres e a vitalidade do comércio local.” Outros aspectos apontados pela secretária que necessitam da revitalização foram o esgoto com mais de quatro metros de profundidade, o que dificulta a sua manutenção, e várias deficiências de acessibilidade. Também foram citados prejuízos à circulação de pedestres, riscos à segurança dos usuários e a desvalorização do espaço urbano e comercial.
Em relação ao novo piso do calçadão, a proposta prevê substituir o atual por “paver holandês”. Giovana cita que a escolha deste piso garante durabilidade, estética sofisticada e praticidade operacional. Além disso, há vantagens com esse piso, como a alta durabilidade, facilidade de manutenção, remoção e reinstalação sem desperdício, redução do tempo e custo de manutenção, mantendo o padrão do pavimento.
Todo o projeto foi aprovado pelo Iphan, Iphae e pelo Conselho Municipal do Patrimônio Histórico, sendo que a aprovação por esses órgãos foi condicionada, pois se trata de área inserida no Centro Histórico, que terá o acompanhamento arqueológico obrigatório e o monitoramento durante escavações.