Porto Alegre,

Publicada em 22 de Abril de 2026 às 18:04

Audiência tenta destravar projeto de hospital em Uruguaiana

Lideranças regionais querem ter a garantia dos recursos para a realização da obra, aprovada pelo governo federal em 2025

Lideranças regionais querem ter a garantia dos recursos para a realização da obra, aprovada pelo governo federal em 2025

Lucas Kloss/ALRS/DIVULGAÇÃO/CIDADES
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Jornal Cidades
A urgência para atendimentos de média e alta complexidade na Fronteira Oeste é o vetor para agilizar as demandas relacionadas à viabilização do Hospital Universitário do Pampa, que esteve em debate na audiência pública desta quarta-feira (22) da Comissão de Cidadania e Direitos Humanos da Assembleia Legislativa. No Campus da Unipampa, os prédios abrigarão as unidades de cardiologia, pediatria, gastrologia, saúde mental, neurologia, traumatologia, ortopedia e materno infantil, com a previsão inicial de 180 leitos para a região. Para isso, a reitoria da Unipampa articula a garantia de recursos orçamentários estadual e federal para o início das obras no próximo ano. 
A urgência para atendimentos de média e alta complexidade na Fronteira Oeste é o vetor para agilizar as demandas relacionadas à viabilização do Hospital Universitário do Pampa, que esteve em debate na audiência pública desta quarta-feira (22) da Comissão de Cidadania e Direitos Humanos da Assembleia Legislativa. No Campus da Unipampa, os prédios abrigarão as unidades de cardiologia, pediatria, gastrologia, saúde mental, neurologia, traumatologia, ortopedia e materno infantil, com a previsão inicial de 180 leitos para a região. Para isso, a reitoria da Unipampa articula a garantia de recursos orçamentários estadual e federal para o início das obras no próximo ano. 
Aprovado pelo MEC em 2025, a etapa do projeto prevê entre abril deste ano e julho de 2027 a licitação para a contratação dos serviços do projeto, início da execução contratual com governança ativa e entrega dos projetos arquitetônicos e complementares. O custo total da obra será de R$ 307 milhões, incluindo mobiliário e equipamentos médicos. A organização dos detalhes do empreendimento caberá ao sistema estadual de saúde.
A deputada Sofia Cavedon (PT) apresentou uma retrospectiva da luta pela viabilização do projeto até a assinatura do acordo de cooperação técnica (ACT) em 2025, e destacou que a iniciativa objetiva assegurar a transparência do processo de construção do projeto e o compromisso do governo do Estado, uma vez que o período é para a garantia de recursos federal e estadual para assegurar a licitação dos projetos. 
Também o deputado Frederico Antunes (PSD) acompanhou a discussão, ao lado do prefeito de Uruguaiana, Carlos Delgado. O líder do governo disse que acredita na possibilidade de inclusão em maio de 2027, do uso do Fundo de Reconstrução do Estado, o Funrigs, e defendeu a prorrogação do prazo de R$ 15 bilhões do Fundo e, dessa forma, assegurar a destinação de recursos para a obra do hospital. 
A expectativa é que o hospital, quando pronto, seja referência em ensino, pesquisa, inovação e assistência multiprofissional, repercutindo no fortalecimento dos cursos de graduação, pós-graduação e programas de residência médica e multiprofissional da universidade, criada há 18 anos também na gestão do presidente Lula, no projeto de expansão da educação pública federal no interior do Brasil. Além de ampliar a cobertura de serviços de saúde através do Sistema Único de Saúde, a unidade deverá impulsionar o desenvolvimento municipal e regional.
A diretora do Campus Uruguaiana, professora doutora Cheila Stopiglia, apresentou a repercussão negativa na região do “vazio hospitalar”, que obriga a longos deslocamentos para tratamentos cardíacos ou pediátricos, o que contribui para um coeficiente maior de mortalidade na região em relação ao restante do estado. Ela revelou que o déficit de leitos hospitalares na região é de 400 leitos, sendo que apenas em Uruguaiana faltam 180 leitos. 

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