Porto Alegre,

Publicada em 16 de Abril de 2026 às 15:43

Fóssil do RS tem ligação com réptil pré-histórico da Escócia

Características da evolução do solo na região central do RS possibilita descoberta de animais pré-históricos

Características da evolução do solo na região central do RS possibilita descoberta de animais pré-históricos

Rodrigo Temp Müller/UFSM/Divulgação/Cidades
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Jornal Cidades
A nova espécie de rincossauro identificada no Rio Grande do Sul apresenta uma ligação com um réptil pré-histórico encontrado na Escócia, segundo análise das relações evolutivas realizada pelos pesquisadores da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). O Isodapedon varzealis, descoberto em Agudo, tem afinidades com o Hyperodapedon gordoni, espécie europeia do período Triássico.
A nova espécie de rincossauro identificada no Rio Grande do Sul apresenta uma ligação com um réptil pré-histórico encontrado na Escócia, segundo análise das relações evolutivas realizada pelos pesquisadores da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). O Isodapedon varzealis, descoberto em Agudo, tem afinidades com o Hyperodapedon gordoni, espécie europeia do período Triássico.
A conexão, embora geograficamente distante, é explicada pela configuração dos continentes há cerca de 230 milhões de anos. Naquele período, as terras hoje separadas estavam unidas no supercontinente Pangeia, o que permitia a circulação de espécies por amplas áreas do planeta.
Esse tipo de relação já havia sido observado em outros fósseis da mesma região. Um exemplo é o Dynamosuchus collisensis, precursor de crocodilos, também encontrado no Estado e com registros semelhantes na Escócia.
A descoberta reforça a hipótese de que as faunas da América do Sul e da Europa compartilhavam características durante o Triássico. Isso amplia a compreensão sobre a distribuição dos animais pré-históricos e a dinâmica dos ecossistemas antigos, contribuindo para estudos globais sobre a evolução da vida na Terra.

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