O município de Arroio do Meio, no Vale do Taquari, reergueu a quarta ponte de um projeto no qual seis devem ser construídas até o fim deste ano. As estruturas foram destruídas pelas enchentes em 2024 e isolaram comunidades da região central cidade, dificultando o transporte tanto de pessoas quanto de produtos agrícolas ao perímetro urbano.
Nesta semana, a construção da quinta ponte deve iniciar e tem previsão de 45 dias até a inauguração. Já a última e maior reforma deve ser entregue até novembro deste ano, afirma o secretário municipal de Planejamento Urbano, Pedro Luiz da Silva.
A iniciativa é feita junto ao governo federal, por meio da Defesa Civil, que repassou um valor de aproximadamente R$ 2,3 milhões para o município. Segundo a prefeitura, apenas na quarta ponte, entregue esta semana, foi feito um investimento de R$ 342 mil. A estrutura localizada na estrada geral Arroio Grande deve conectar em torno de 16 famílias ao centro de Arroio do Meio, afirma da Silva.
Ainda há duas pontes para finalizar o projeto, que iniciou em janeiro de 2025. A previsão de entrega para a quinta estrutura, que também deve ficar na estrada geral Arroio Grande, é para o final de abril. A obra terá um custo de R$ 388 mil.
Já a sexta ponte deve ser inaugurada apenas no segundo semestre, entre novembro e dezembro, conta o secretário. A estrutura ficará próxima a rua João Antônio Rauber, onde deverá cobrir grande parte do arroio homônimo ao município. O secretário também explica que a última construção deve se estender uma vez que a estrutura será maior. Fora isso, o gasto previsto em sua construção também é o mais alto do projeto, no valor de R$ 455 mil.
Durante o período de 14 meses desde que o projeto iniciou, outras três pontes foram reerguidas no município. A primeira, entregue ainda em abril do ano passado, fica localizada no morro Tico-Tico, distrito de Arroio Grande na cidade de Arroio do Meio. As outras duas estruturas foram inauguradas entre o final de 2025 e primeiro mês de 2026. A segunda estrutura interliga os bairros Bela Vista e Dom Pedro II, já a terceira ponte do projeto também fica na estrada geral de Arroio do Meio. Além disso, as três tiveram o mesmo custo, de R$388 mil.
Segundo da Silva, as construções devem desafogar o trânsito em vias alternativas, que passaram a ser utilizadas após a queda das pontes com as enchentes de 2024. O secretário afirma que trajetos, até o centro do município, que antes chegavam a no máximo oito quilômetros de ruas asfaltadas passaram a ter uma distância de 30 quilômetros em vias de chão batido. "As pessoas ficavam ilhadas, porque elas tinham que fazer uma volta muito grande em estradas que não estavam preparadas para um movimento de carros e caminhões. Então, o transporte era mais difícil", conta.
O secretário também ressalta que as construções das pontes impactam toda a mobilidade urbana do município. Além do transporte de pessoas na cidade, o transporte de produtos agrícolas produzidos por pequenos agricultores também sofreu com a falta das estruturas. "Alguns produtores conseguiam fazer o transporte da mercadoria, em percurso três vezes maior. Mas as pontes reerguidas impactaram a mobilidade urbana do município, antes os produtores que não conseguiam fazer o transporte tiveram que deixar de produzir", explica da Silva.