O projeto de restauração da Igreja Matriz de Nossa Senhora do Rosário, em Rio Pardo, concluiu sua primeira etapa e, no domingo, dia 1º de março, às 9h promove um evento de entrega. O mais antigo templo católico do município, com quase 250 anos, simboliza a história viva da colonização portuguesa na região do Vale do Rio Pardo.
O telhado, que estava degradado devido à infiltração de água da chuva e ação de brocas e cupins, passou por um processo de recuperação. Foi feita uma reabilitação a estrutural de madeira, com a imunização e a substituição pontual de peças mais degradadas. Para proporcionar maior longevidade e garantir a vedação do telhado, foi inserida uma subcobertura metálica sobre os caibros e feito o reentelhamento com telhas do tipo capa e canal, semelhantes às originais.
Com o objetivo de conscientizar sobre a importância da preservação da Igreja Matriz, salientando as técnicas e cuidados necessários para manter sua integridade, ações de educação patrimonial foram planejadas. Visitas orientadas por uma equipe de especialistas em patrimônio, arte e conservação, estudantes do ensino fundamental, médio e de Arquitetura ocorreram ao longo de 2025.
E, para celebrar a entrega desta etapa, foram elaboradas duas cartilhas que serão distribuídas para o público presente no evento do domingo. Além das empresas e entidades envolvidas, uma equipe multidisplinar participou também dessa concepção que contou com pesquisa e texto dos historiadores Pedro Meirelles e Sofia Inda, ilustrações de Betina Nilsson e projeto gráfico de Telma A. Mota e Gabriela S. Pinto.
Segundo pesquisa histórica, em 1778, foi erguida uma capela que acabou dando lugar a uma construção mais robusta – iniciada em 1790 com base no projeto do engenheiro militar Francisco João Roscio. Foi finalizada em 1801, ainda sem torres, tampouco revestimento interno ou externo, sinos ou relógio. Pouco a pouco, detalhes foram acrescentados ao templo. Uma das torres ficou pronta em 1854, a outra só em 1885. Os sinos e o relógio são da década de 1850. E as pinturas, datadas do período entre 1927 e 1930.
Concluída no século XIX, a fachada da Matriz tem estilo historicista e eclético, com detalhes que remetem ao neoclássico. Seu acervo sacro é único, composto pelo altar-mor e retábulos originais agregados, com imagens religiosas. A obra, acompanhada pelo corpo técnico do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado do Rio Grande do Sul (IPHAE), foi executada com recursos do Fundo de Apoio à Cultura (FAC), Sedac/Governo do Estado do Rio Grande do Sul.