Porto Alegre,

Publicada em 26 de Janeiro de 2026 às 18:15

Esteio registra mais de 14 mil faltas em consultas médicas em 2025

Número contabiliza ausências no hospital e demais unidades via SUS

Número contabiliza ausências no hospital e demais unidades via SUS

JOEL VARGAS/PMPA/JC
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Jornal Cidades
Durante o ano de 2025, o não comparecimento de pacientes a consultas previamente agendadas resultou no desperdício de mais de 14,3 mil vagas no Sistema Único de Saúde (SUS) de Esteio. O problema afeta tanto a Fundação de Saúde Pública São Camilo de Esteio quanto as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) do município, acendendo um alerta sobre o impacto direto das ausências na organização do fluxo da rede, no uso dos recursos públicos e no acesso de outros usuários aos atendimentos.
Durante o ano de 2025, o não comparecimento de pacientes a consultas previamente agendadas resultou no desperdício de mais de 14,3 mil vagas no Sistema Único de Saúde (SUS) de Esteio. O problema afeta tanto a Fundação de Saúde Pública São Camilo de Esteio quanto as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) do município, acendendo um alerta sobre o impacto direto das ausências na organização do fluxo da rede, no uso dos recursos públicos e no acesso de outros usuários aos atendimentos.
No Hospital São Camilo, foram ofertadas 17.176 consultas especializadas em 2025. Desse total, cerca de 14% dos agendamentos não foram realizados devido à ausência dos pacientes, Nas 13 unidades básicas de saúde de Esteio e no Centro Integrado de Atendimento à Saúde (Cias) foram ofereceram 279.046 vagas, registrando um índice de não comparecimento de 4,3%. Embora proporcionalmente menor que o do hospital, o percentual representa milhares de consultas perdidas.
Segundo dados do Núcleo de Informação e Tecnologia (NIT) da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), 14.310 pessoas não compareceram a consultas eletivas marcadas com antecedência. As ausências envolveram atendimentos com clínicos gerais, pediatras, ginecologistas, além de consultas odontológicas e de enfermagem. O número representa 4,8% do total de 296.222 consultas ofertadas pela rede municipal ao longo do ano passado.
Além de comprometer o fluxo, as faltas geram prejuízos que vão além das estatísticas. Cada vaga não utilizada poderia ter sido destinada a outro paciente que aguarda por consulta, exame ou acompanhamento médico, o que impacta diretamente o tempo de espera e a continuidade de tratamentos essenciais.
Para o titular da Saúde Municipal, Gilson Abreu de Menezes, o cenário preocupa e exige a conscientização da comunidade. “As faltas geram desperdício de recursos públicos e impedem que outros pacientes utilizem as vagas disponíveis, impactando diretamente as filas de espera e atrasando diagnósticos. Quando o paciente não pode comparecer, é fundamental avisar com antecedência, permitindo o melhor aproveitamento da estrutura e das equipes de saúde”, destacou o secretário.

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