Porto Alegre,

Publicada em 28 de Janeiro de 2026 às 17:40

Vinícola de Flores da Cunha lança café maturado em barrica de vinho

Grãos são levados para uma barrica de carvalho, por onde ficam durante 50 dias

Grãos são levados para uma barrica de carvalho, por onde ficam durante 50 dias

MADRE TERRA/DIVULGAÇÃO/CIDADES
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Jornal Cidades
A Vinícola Madre Terra apresenta um lançamento pioneiro no Brasil, um café especial maturado em barrica de carvalho americano onde estagiou o Merlot da vinícola. Desenvolvido em parceria com a Dude Coffee, de Caxias do Sul, o projeto une o know-how da enologia ao universo dos cafés especiais e inaugura uma nova linguagem sensorial no diálogo entre vinho e café.
A Vinícola Madre Terra apresenta um lançamento pioneiro no Brasil, um café especial maturado em barrica de carvalho americano onde estagiou o Merlot da vinícola. Desenvolvido em parceria com a Dude Coffee, de Caxias do Sul, o projeto une o know-how da enologia ao universo dos cafés especiais e inaugura uma nova linguagem sensorial no diálogo entre vinho e café.
A inspiração para o projeto remonta a 2014, durante a primeira viagem internacional da pesquisadora e diretora criativa da Madre Terra, Tainá Zaneti, à Tailândia. “Lá tive contato com cafés maturados em barricas. Cafés com tempo, profundidade e silêncio. Aquela experiência mudou para sempre a forma como eu via e sentia o café”, relembra. Anos depois, com a vinícola estruturada, a memória se transformou em pesquisa e, agora, em produto.
O café foi maturado por 50 dias em uma barrica de carvalho americano de primeiro uso no vinho, imediatamente após a retirada do Merlot para engarrafamento. No mesmo dia, a barrica foi levada para a torrefação parceira, onde recebeu os grãos de café arábica de origem mineira, de tosta média. O processo respeita o tempo, a integridade do grão e a barrica como um organismo vivo, carregado de memória, micro-organismos e história.
“O café não entra na barrica para ‘pegar gosto’ de vinho. Ele entra para conversar com o vinho. É uma troca lenta, sensorial, profunda”, explica Tainá. O resultado não é um café que lembra vinho — nem o contrário. É um território sensorial novo, com camadas que revelam frutas maduras, acidez vínica delicada, notas licorosas, madeira sutil, doçura profunda e textura macia.
Além do caráter inovador, o lançamento também acompanha, de forma autoral, a tendência global de bebidas com menor teor alcoólico e redução de consumo de álcool, propondo uma experiência complexa, profunda e ritualística por outro caminho. O primeiro lote é limitado, com apenas 100 garrafas, comercializadas a R$ 179 cada. Um segundo lote já está previsto para abril, utilizando a barrica que estagiou o Marselan da vinícola

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