Porto Alegre,

Publicada em 02 de Janeiro de 2026 às 00:30

Novo Hamburgo quer melhorar ferramenta de adoção de animais

Cidade do Vale do Sinos tem 130 animais disponíveis para um novo lar, mas procura através do Cusco Web é considerada aquém

Cidade do Vale do Sinos tem 130 animais disponíveis para um novo lar, mas procura através do Cusco Web é considerada aquém

/FREDY VIEIRA/JC
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João Dienstmann
João Dienstmann Editor
A cidade de Novo Hamburgo lançou, em setembro, a plataforma Cusco Web. Voltada para a adoção de animais sob a tutela do município, a ferramenta tem como objetivo apresentar fotos dos cachorros disponíveis, além de informações sobre características, comportamento, porte, dentre outras questões. No entanto, a Diretoria de Bem-Estar Animal (DBEA), vinculada à Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano, ainda vê um resultado aquém do esperado para o número de adoções.
A cidade de Novo Hamburgo lançou, em setembro, a plataforma Cusco Web. Voltada para a adoção de animais sob a tutela do município, a ferramenta tem como objetivo apresentar fotos dos cachorros disponíveis, além de informações sobre características, comportamento, porte, dentre outras questões. No entanto, a Diretoria de Bem-Estar Animal (DBEA), vinculada à Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano, ainda vê um resultado aquém do esperado para o número de adoções.
Atualmente, no Centro Municipal de Proteção Animal, existem 130 animais que ficam sob cuidados diários de servidores. O número é considerado acima da capacidade do local, o que, segundo a diretora de Bem-Estar Animal de Novo Hamburgo, Greice Maciel, tem trazido problemas para as equipes, sobretudo na questão de organização e de custos. "Não temos mais como pegar qualquer cachorro para deixar abrigado", afirma. Ela conta que cada cachorro custa entre R$ 800 e R$ 1 mil por mês para o município entre custos fixos, como ração, medicamentos, vacinas obrigatórias, dentre outros.
Greice afirma que, desde o lançamento do Cusco Web, apenas um animal foi adotado com o processo inteiramente feito por dentro da ferramenta. Outras ocorreram de forma indireta - quando um link é compartilhado por protetores de animais com pessoas interessadas, por exemplo - mas, na avaliação da diretora, o que falta para a plataforma crescer é uma maior divulgação. "Precisamos ter uma adesão maior das pessoas com o Cusco Web. Ainda é algo muito de boca a boca. O apoio da comunidade para impulsionar essa plataforma é fundamental para melhorarmos os indicadores", aponta.
Ela revelou que, para 2026, duas questões estão em discussão para melhorar a ferramenta. A primeira delas é a criação de um aplicativo, o que poderia popularizar o acesso das pessoas e o compartilhamento dos cachorros. O segundo é o foco em ampliar os cadastros dos bichinhos no Cusco Web. Greice afirma que dos 130 animais, apenas 52 estão cadastrados.
Em meio à mobilização por atrair mais pessoas que possam realizar a adoção, a diretora de Bem-Estar Animal alerta para a preocupação com o fim de ano, quando há um aumento no abandono dos animais por conta dos tutores. A cidade do Vale do Sinos participa do Dezembro Verde, uma campanha voltada à conscientização sobre o abandono e os maus-tratos aos animais. A ideia é que a campanha demova uma parte das pessoas do abandono, que gera um efeito cascata no município - que precisa recolhê-los das ruas, levar ao abrigo e aguardar por um novo tutor.
Atualmente, segundo Greice, a população de animais em Novo Hamburgo é estimada entre 60 e 80 mil. "Queremos fortalecer a rede de voluntários e aumentar os lares temporários para desafogar a demanda que há na cidade", argumenta. Hoje, para uma pessoa conseguir adotar um pet é necessário fazer cadastro junto à Diretoria, realizar entrevista para verificar o perfil e ainda fornecer informações sobre como o cão será abrigado, por exemplo, na residência. O motivo é simples: evitar que haja uma devolução futura desse animal - o que poderia causar um efeito em cascata.
Para 2026, Novo Hamburgo deve ter uma atualização na política pública voltada à proteção dos animais. A revisão da lei promete regulamentar questões como a identificação dos animais, melhorar o cadastro de voluntários, estabelecer a microchipagem, dentre outros pontos. A atualização é vista como fundamental para garantir a assertividade de ações no próximo ano.

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