Porto Alegre,

Publicada em 24 de Novembro de 2025 às 14:15

PPP do aeroporto de Passo Fundo deve fortalecer polo regional

Concessão, vencida pelo ECB Group em consórcio com a francesa Egis, prevê R$ 35,9 milhões em investimentos no Lauro Kortz

Concessão, vencida pelo ECB Group em consórcio com a francesa Egis, prevê R$ 35,9 milhões em investimentos no Lauro Kortz

Prefeitura de Passo Fundo/Divulgação/Cidades
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Ellen Silveira Repórter
De Passo Fundo, especial para o Cidades
De Passo Fundo, especial para o Cidades
O Aeroporto Lauro Kortz, em Passo Fundo, iniciará um novo ciclo em janeiro próximo, com a formalização da parceria público-privada (PPP) que transfere à iniciativa privada a operação e a responsabilidade por ampliações estruturais pelos próximos 30 anos. A concessão, vencida pelo ECB Group em consórcio com a francesa Egis em setembro, prevê R$ 35,9 milhões em investimentos no terminal do município, que é hoje o terceiro mais movimentado do Rio Grande do Sul.
A partir da assinatura do contrato, em janeiro de 2026, o aeroporto passa a contar com um cronograma específico de obras e intervenções, que deve contemplar tanto o crescimento do fluxo de passageiros quanto rotinas de manutenção e suporte operacional, explicou o secretário de Desenvolvimento Econômico de Passo Fundo, Adolfo de Freitas. Para a administração municipal, a chegada do novo operador contribui para organizar essa expansão e alinhar o equipamento às necessidades da região. “O aeroporto já se tornou insuficiente diante da demanda atual. A PPP simboliza uma consolidação e abre caminho para que Passo Fundo receba novas rotas e fortaleça sua posição como polo regional”, vislumbra Freitas.
 
 
 
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O modelo inclui a ampliação do terminal de passageiros, melhorias na pista de pouso e decolagem e novas estruturas de apoio às companhias aéreas. A meta é adequar o aeroporto ao ritmo da demanda da região Norte do Estado, que concentra polo educacional, serviços de saúde e atividades do agronegócio. Até maio deste ano, a movimentação diária média superou 700 embarques e desembarques, número inicialmente projetado apenas para 2030.
Para Freitas, o transporte aéreo tem relação direta com a expansão econômica de Passo Fundo. Ele considera o equipamento fundamental para atrair investimentos e viabilizar atividades ligadas ao conhecimento e à inovação. “Um aeroporto consegue trazer novos negócios e permite que moradores busquem oportunidades em outras regiões. Ele também facilita a chegada de seminários, especialistas e serviços, ampliando a circulação de conhecimento”, analisa.
Com a PPP, o município projeta avanços mais rápidos no conjunto de obras e serviços, que, segundo o secretário, tendem a ganhar ritmo maior do que ocorreria se executados exclusivamente pelo poder público. “A participação da iniciativa privada tende a trazer mais rapidez e eficiência. Nossa expectativa é que as obras avancem com mais investimentos e modernidade, garantindo melhorias na pista e nos sistemas de segurança”, projeta.
A gestão do aeroporto passa a ser feita pelo ECB Group em parceria com a Egis, operadora de 20 aeroportos em quatro continentes, incluindo o Aeroporto Charles de Gaulle, em Paris. O contrato estabelece que a empresa deverá remodelar e ampliar áreas do terminal, ampliar o parque de abastecimento e qualificar as estruturas de apoio às rotas já operadas e às que poderão ser futuramente implantadas.
A ampliação é vista como elemento central para consolidar novas conexões aéreas buscadas pela região. “Temos demanda por rotas para o Centro-Oeste, para Porto Alegre e para o litoral. A expectativa é que, com uma estrutura ampliada e mais segura, as empresas se interessem por esses trajetos”, diz Freitas. Ele destaca ainda que a movimentação atual reforça a necessidade de expansão: “Antecipamos para 2023 a demanda que estava prevista para 2030, o que demonstra a força econômica da região”.

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