Porto Alegre, sex, 29/08/25

Publicada em 05 de Agosto de 2025 às 19:07

Museu Histórico de Dois Irmãos deve reabrir em 2026

Considerado patrimônio da colonização alemã no RS, local abriga cerca de 4,5 mil itens inventariados

Considerado patrimônio da colonização alemã no RS, local abriga cerca de 4,5 mil itens inventariados

Rauber Projetos e Obras/Divulgação/Cidades
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Larissa Britto
Larissa Britto Repórter
Após 34 anos, a sede do Museu Histórico Municipal de Dois Irmãos, no Vale dos Sinos, está passando por obras de restauração e requalificação. O local é responsável por abrigar cerca de 4,5 mil objetos inventariados, além de um acervo de livros, fotos e documentos da história do município. As novidades após as restaurações incluem rampas e elevadores de acesso. O investimento é de R$ 2,9 milhões, com contrapartida da prefeitura, e a previsão de reabertura será em setembro de 2026, no aniversário da cidade.
Após 34 anos, a sede do Museu Histórico Municipal de Dois Irmãos, no Vale dos Sinos, está passando por obras de restauração e requalificação. O local é responsável por abrigar cerca de 4,5 mil objetos inventariados, além de um acervo de livros, fotos e documentos da história do município. As novidades após as restaurações incluem rampas e elevadores de acesso. O investimento é de R$ 2,9 milhões, com contrapartida da prefeitura, e a previsão de reabertura será em setembro de 2026, no aniversário da cidade.
Segundo informações da prefeitura, o projeto de restauração foi viabilizado por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura (LIC) e as obras de restauração ocorrem desde fevereiro. "O nosso museu estava precisando, mais do que qualquer outro espaço público, desse olhar. Então a gente iniciou o projeto há bastante tempo. O projeto é com recursos da LIC. Então, o nosso projeto foi aprovado e a gente conseguiu captar todo esse valor com as empresas locais", explica Elisandra Bremm, diretora de Cultura do município.
O museu foi construído em 1989 na Casa Kieling, uma construção em arquitetura enxaimel trazida ao Brasil pelos imigrantes alemães, datada do ano de 1862, e é caracterizada como uma das poucas edificações nessa técnica construtiva ainda íntegras na área urbana do município. A casa, que foi tombada como patrimônio histórico municipal, é considerada um dos marcos da colonização alemã na região do Vale dos Sinos.
De acordo com informações da prefeitura, a primeira etapa do restauro iniciou-se em 2021, com a elaboração dos projetos arquitetônicos e complementares, como o levantamento planialtimétrico, o diagnóstico do estado de conservação da edificação e projeto de restauro. Todos os projetos foram aprovados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado do Rio Grande do Sul (Iphae) e o Conselho Municipal do Patrimônio Cultural (Compac).
A diretora explica que todo o museu, que possui 153,06 metros quadrados, passará por restauro, visto que há deteriorações em diversas áreas do local. Até o momento, as obras do museu compreendem retiradas do reboco, substituição de peças de madeira, revisão das estruturas, reconstrução mantendo a técnica do enxaimel e preparação do terraço.
Além disso, estão previstas melhorias na exposição do acervo, com novos projetos expográficos, plano museológico e luminotécnico. O acervo foi realocado para a Casa Konrath, mais conhecida como a casa rosa, uma construção tombada em frente ao museu e que permanece aberta para visitação.

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