Após 34 anos, a sede do Museu Histórico Municipal de Dois Irmãos, no Vale dos Sinos, está passando por obras de restauração e requalificação. O local é responsável por abrigar cerca de 4,5 mil objetos inventariados, além de um acervo de livros, fotos e documentos da história do município. As novidades após as restaurações incluem rampas e elevadores de acesso. O investimento é de R$ 2,9 milhões, com contrapartida da prefeitura, e a previsão de reabertura será em setembro de 2026, no aniversário da cidade.
Segundo informações da prefeitura, o projeto de restauração foi viabilizado por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura (LIC) e as obras de restauração ocorrem desde fevereiro. "O nosso museu estava precisando, mais do que qualquer outro espaço público, desse olhar. Então a gente iniciou o projeto há bastante tempo. O projeto é com recursos da LIC. Então, o nosso projeto foi aprovado e a gente conseguiu captar todo esse valor com as empresas locais", explica Elisandra Bremm, diretora de Cultura do município.
O museu foi construído em 1989 na Casa Kieling, uma construção em arquitetura enxaimel trazida ao Brasil pelos imigrantes alemães, datada do ano de 1862, e é caracterizada como uma das poucas edificações nessa técnica construtiva ainda íntegras na área urbana do município. A casa, que foi tombada como patrimônio histórico municipal, é considerada um dos marcos da colonização alemã na região do Vale dos Sinos.
De acordo com informações da prefeitura, a primeira etapa do restauro iniciou-se em 2021, com a elaboração dos projetos arquitetônicos e complementares, como o levantamento planialtimétrico, o diagnóstico do estado de conservação da edificação e projeto de restauro. Todos os projetos foram aprovados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado do Rio Grande do Sul (Iphae) e o Conselho Municipal do Patrimônio Cultural (Compac).
A diretora explica que todo o museu, que possui 153,06 metros quadrados, passará por restauro, visto que há deteriorações em diversas áreas do local. Até o momento, as obras do museu compreendem retiradas do reboco, substituição de peças de madeira, revisão das estruturas, reconstrução mantendo a técnica do enxaimel e preparação do terraço.
Além disso, estão previstas melhorias na exposição do acervo, com novos projetos expográficos, plano museológico e luminotécnico. O acervo foi realocado para a Casa Konrath, mais conhecida como a casa rosa, uma construção tombada em frente ao museu e que permanece aberta para visitação.