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Estudantes engordam protestos contra a reforma da Previdência na França
Aumento da violência policial em manifestações na França mobiliza jovens a irem às ruas
Várias cidades da França foram tomadas por manifestantes na terça-feira (28), em mais uma demonstração de contrariedade a reforma da Previdência. A presença cada vez maior de estudantes tem chamado a atenção. Embora os protestos e as greves sejam em razão da polêmica reforma aprovada por decreto pelo presidente Emmanuel Macron, os estudantes têm se mobilizado cada vez mais conforme a repressão policial aumenta. No fim da tarde, ocorreram confrontos violentos principalmente nas cidades de Nantes, Lyon, Lille e Paris.
adotar sua reforma por decreto. A medida levou à radicalização dos protestos, que ficaram cada vez mais violentos.
As manifestações de terça contaram com a participação de 750 mil pessoas em várias cidades da França, segundo as autoridades, e 2 milhões, de acordo com os sindicatos. As ações, juntamente com greves que fecharam ferrovias e escolas, aumentam a pressão sobre Macron para resolver o impasse com os sindicatos sobre seu plano de elevar a idade para aposentadoria.
Sindicato propõe mediação para crise
No centro de Paris, os manifestantes bloquearam estradas e invadiram os trilhos de uma estação de trem. Enquanto os protestos continuavam pacíficos em grande parte da capital, porém, imagens ao vivo da agência Reuters mostravam a polícia atacando os manifestantes em meio a nuvens de gás lacrimogêneo. Nas cidades de Nantes e Rennes, alguns manifestantes atearam fogo a carros, móveis e latas de lixo. Ao menos 35 pessoas foram presas na capital, segundo a polícia.
O líder de um dos principais sindicatos por trás dos protestos propôs um processo de mediação para encontrar uma saída para a crise, pedindo uma pausa nos planos de aumentar a idade de aposentadoria enquanto isso. Mas o governo rejeitou a ideia, com o porta-voz dizendo que a mediação não era necessária.
Um novo dia de mobilização está previsto pelos sindicatos para esta quinta-feira, segundo o Le Figaro, poucos dias antes da decisão final do Conselho Constitucional sobre a reforma.
Um novo dia de mobilização está previsto pelos sindicatos para esta quinta-feira, segundo o Le Figaro, poucos dias antes da decisão final do Conselho Constitucional sobre a reforma.