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Tempestade provoca inundações em Portugal e Lisboa fica embaixo d'água
Proteção Civil portuguesa confirma 1.463 ocorrências decorrentes das chuvas
Portugal emitiu um alerta laranja de proteção civil (o segundo maior em uma escala de quatro) para quase todo o território continental do país nesta terça-feira (13), quando uma tempestade vinda do Oceano Atlântico inundou e provocou destruição em diversas cidades, incluindo Lisboa. De acordo com a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil portuguesa, 1.463 ocorrências decorrentes das chuvas foram registradas apenas nesta terça - e a expectativa é que continue a chover durante a madrugada.
Na capital, casas e lojas foram inundadas, estradas ficaram bloqueadas e os serviços de trem, ônibus e metrô foram interrompidos. Várias escolas cancelaram as aulas e alguns pontos turísticos fecharam as portas. Autoridades portuguesas recrutaram unidades militares para ajudar a drenar as enchentes, que em certos locais do país carregaram veículos, tamanha a força da água.
O prefeito da cidade, Carlos Moedas, disse que os eventos climáticos extremos estão se tornando mais frequentes devido às mudanças climáticas. A prefeitura de Lisboa instruiu os moradores a ficarem dentro de casa e disse que pessoas de fora evitassem a cidade.
Em entrevista ao jornal português Diário de Notícias, o comandante da proteção civil André Fernandes afirmou que, além de Lisboa, distritos como Santarém, Évora, Setúbal e Portalegre também foram afetados pelas fortes chuvas. Dentre todos os territórios continentais do país, o único que não entrou em alerta laranja nesta terça foi Bragança.
Lisboa tem sido propensa a inundações por sua localização na foz do Tejo, o rio mais longo da península e de onde partiram as expedições portuguesas para a América - incluindo a que chegou ao Brasil - e a África. Parte da cidade é construída sobre dois afluentes que deságuam no Tejo.
Embora mais chuva esteja prevista para o país ao menos até esta quarta-feira, autoridades climáticas apontam que a tempestade está cruzando a fronteira em direção à Espanha, onde fortes chuvas também começam a inundar ruas e casas.