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Movimento quer políticas públicas para mulheres na menopausa
Dia 18 de outubro é o Dia Mundial da Menopausa
Políticas públicas para mulheres que estão passando pelo período de menopausa. Essa é a proposta do Menopausa Sem Vergonha que, neste mês, vira, oficialmente, um movimento e está expandindo as atividades - há três anos em solo gaúcho- para outros estados e buscando formas de implementar políticas públicas que transformem esse momento numa situação mais leve e com saúde. Neste dia 18 de outubro, comemora-se o Dia Mundial da Menopausa.
Nesta terça-feira (17), a idealizadora do projeto, Márcia Selister, fez uma reunião na Comissão de Saúde e Meio Ambiente junto a vereadoras da Câmara de Porto Alegre. Segundo Márcia, ela está há tempos percorrendo os gabinetes das vereadoras em busca desse encontro, onde foram debatidas as possíveis políticas para a menopausa e o climatério (período que antecede a menopausa e apresenta sintomas distintos em cada mulher).
"A gente adquiriu muito conhecimento. Estou desde março tentando trazer esse assunto à pauta. Em outubro, é um mês em que a mulher costuma olhar para si. É um mês que a mulher precisa olhar para a menopausa", comentou. De acordo com a educadora física, o principal problema é a falta de acesso à informação. "Com certeza a falta de informação e a prevenção, porque uma coisa leva a outra. O climatério pode começar dez anos antes da menopausa. A mulher que não sabe disso pode não entender o que está acontecendo com ela, fica irritada, esquecida. Precisamos de políticas de informação e acolhimento.", ponderou.
Marcia também destacou que o risco de algumas doenças aumenta nesse período. "São as doenças cardiovasculares que têm o risco elevado por conta da queda do estrogênio. Precisamos dessa informação. A osteoporose é outra doença, que afeta os ossos. Esse enfraquecimento pode causar fraturas. Precisamos saber disso para prevenir. Precisamos ter exames acessíveis, como a densitometria óssea. Isso precisa estar disponível sem filas violentas", explicou.
Além disso, também estão sendo dados os primeiros passos para a criação da Associação Gaúcha Menopausa Sem Vergonha. O objetivo é organizar, no futuro, uma audiência pública para ampliar o debate com toda a sociedade. O movimento nasce justamente do espetáculo Menopausa Sem Vergonha, protagonizado por Márcia.
"Aos 57 anos, embarquei na maior aventura da minha vida: escrever e atuar no monólogo Menopausa Sem Vergonha, levando informações sobre os ciclos femininos - da menarca à menopausa. Um espetáculo leve, divertido e libertador, que está revolucionando a forma de falar sobre esse assunto, que precisa ser discutido em todas as rodas e por pessoas de todas as idades," contou.
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O espetáculo Menopausa Sem Vergonha
O projeto, que pretende se tornar uma associação, surgiu com um espetáculo leve e divertido que busca levar informação às mulheres. O monólogo é encenado pela idealizadora do projeto e educadora física, Márcia Selister, uma mulher que tem “movimento no corpo e na alma”, como ela mesma se define. Além de chamar a atenção das mulheres para a importância de se falar sobre climatério e menopausa, o movimento também aponta caminhos para a mulher viver essa fase da vida com mais saúde e bem-estar. No palco, Márcia mostra que envelhecer é um processo natural e fisiológico, mas que não precisa ser doloroso.
O espetáculo Menopausa Sem Vergonha será apresentado no Teatro Glênio Peres, às 19h, no dia 23 de outubro. Após a apresentação, será realizado um debate com profissionais de saúde. Estão confirmadas as participações da médica ginecologista Carla Vanin, da médica geriatra Berenice Werle, a médica sexóloga Suzane de Almeida, a médica psiquiatra Analuiza Camozzato, a fisioterapeuta Magda Furlanetto, a nutricionista Ana Ferrari e a educadora física Márcia Selister. A ideia é que as mulheres possam compartilhar suas vivências e receber orientações das profissionais.