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Uma história ainda incompleta
O resto, é a história que todos conhecemos. Heróis, anti-heróis, personagens pouco conhecidos ou totalmente desconhecidos. Homens e mulheres, muitas mulheres, que tiveram papel fundamental, que contribuíram com ideias, com palavras ou com atos, para o desfecho do processo de separação. Desfecho esse que não se deu naquele 7 de setembro. Por muitos meses ainda, bravos brasileiros e brasileiras precisaram pegar em armas, derramar seu sangue sobre a terra da pátria para defender a liberdade.
Há quem diga que a independência brasileira, a independência social, do povo, não ocorreu e que, assim, aquele processo iniciado há 200 anos ainda não se completou. Isso, possivelmente, é verdade. “Qual é o processo completo? A incompletude faz parte da história. Uma história completa seria o fim da história. A incompletude faz parte da história como faz parte da vida humana de forma geral”, aponta o professor de História da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs) Luís Alberto Grijó.
Diante dessa constatação, a pergunta que fica é a seguinte: quem ganha e quem perde com a incompletude desse processo?
“O que vemos é que, no Brasil, na tendência geral, são sempre muito poucos (que ganham). O Brasil sempre foi um país excludente, cruel com aqueles que não fazem parte de um grupo muito pequeno”, responde Grijó.
No bicentenário do 7 de setembro de 1822, pensar, debater, questionar, propor soluções, sobre isso, pode ser um caminho para que a independência de fato chegue a todos.