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Estado decreta situação de emergência no rio Gravataí
O governo do Estado decretou ontem situação de emergência em toda a área da bacia hidrográfica do rio Gravataí. A medida se dá em razão da estiagem, que foi agravada pela poluição ocasionada pelos efluentes líquidos de atividades econômicas, em especial aquelas com uso intensivo de recursos hídricos, como as lavouras de arroz. O decreto foi publicado no Diário Oficial do Estado e deve vigorar pelo prazo de 90 dias.
A medida é uma das ações apontadas pelo grupo de trabalho criado pelo governo envolvendo a Secretaria Estadual do Meio Ambiente (Sema), a Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam), a Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan), o Comando Ambiental da Brigada Militar e o Comitê da Bacia Hidrográfica do rio Gravataí para monitorar e buscar soluções para a situação do rio, cujas águas vêm apresentando alto nível de turbidez, além do baixo nível, que está próximo de um metro.
De acordo com o texto do decreto, cabe à Sema coordenar as atividades, entre elas, convocar voluntários para reforçar as ações de resposta ao desastre ocasionado na área da bacia do Gravataí, como realização de campanhas de assistência junto à comunidade afetada pelo desabastecimento.
O decreto autoriza os agentes públicos de fiscalização, se necessário, a entrar nas propriedades rurais para vistoriar, interditar, lacrar comportas e bombas usuais em atividades econômicas. Também poderão suspender as atividades de deságue de lavouras de arroz que apresentem sedimentos em suspensão e poluentes. A suspensão, pelo período que for necessário, das captações de água direta nos cursos hídricos da bacia para “finalidade distinta ao abastecimento público”, mesmo que a empresa possua outorga de uso da água e licença ambiental concedida pelo Estado, também poderá ocorrer.
Na sexta-feira passada, o prefeito de Gravataí, Acimar Silva, assinou um decreto estabelecendo um período de uso racional da água e a necessidade de redução no consumo. A medida visa a evitar o racionamento e até mesmo um possível desabastecimento. De acordo com o decreto, estão proibidas a lavagem de veículos de qualquer espécie, a irrigação de gramados, jardins e floreiras, a reposição total ou a troca de água de piscinas de clubes, entidades ou residências e a lavagem de calçadas de prédios comerciais e industriais, condomínios ou residências. “É de extrema importância que, daqui para a frente, ocorra essa conscientização”, enfatiza Silva. Em caso de descumprimento, poderão ser aplicadas sanções e multas.
Frente fria avança e traz chuva hoje
A segunda-feira foi de forte calor no Rio Grande do Sul. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a temperatura máxima registrada no Estado foi de 39,6 graus. Em Porto Alegre, os termômetros bateram nos 38,3 graus. A chegada de uma frente fria deverá alterar o quadro hoje, trazendo chuva. A temperatura, porém, não deve cair muito.
Conforme o Climatempo, a terça-feira deve amanhecer com chuva na maior parte do Estado e, ao longo da manhã, há grande risco de temporais, inclusive na Região Metropolitana da Capital. No decorrer da tarde, a chuva vai diminuindo. A máxima prevista para hoje é de 35 graus. A previsão é a mesma para amanhã e quinta-feira. A diferença está na chuva, que se mantém pelo menos até sexta-feira.