Há espaços que têm poder de transformação. Na última semana, estive em um deles. Tive a oportunidade de compor a banca de avaliação da quinta edição gaúcha do programa Empreendedoras Braskem, em Nova Santa Rita. Na ocasião, 10 alunas apresentaram soluções para um mesmo caso de empreendedorismo pensando em ações que envolviam pouco investimento e prazo curto. Ao todo, o programa foi composto por 37 mulheres que empreendem nos mais diferentes segmentos. Mulheres de diferentes idades e contextos, mas que, em comum, nutrem a certeza do potencial de fazer a diferença por meio de seus negócios.
Na hora de apresentar um pitch, muitas vezes é preciso fazer um esforço para encontrar qual o verdadeiro propósito de um negócio. Ali, esse caminho estava trilhado. A formação foi focada em competências como marketing, MVP e gestão. Mas foi emocionante ver o quanto os propósitos de cada uma eram ancorados na lucidez da necessidade das suas comunidades. Entre elas, despertou orgulho e o poder do senso de comunidade. Moradoras da região, as alunas já construíram pontes para unir seus negócios, fortalecendo e viabilizando as iniciativas.
Uma rede de mulheres articuladas, que se fortalecem e buscam abrir portas juntas é das maiores inspirações que o empreendedorismo feminino oferece. O pertencimento é um importante agente de transformação.

