Júlia Fernandes

Júlia Fernandes Repórter


Novidade

Padaria do 4º Distrito chega à rua 24 de Outubro e anuncia operação na praça Otávio Rocha

O Fermenta Pão e Cozinha ganhou destaque pelos pães artesanais, croissants e outros produtos de boulangerie
Operando desde outubro de 2025 no Shopping DC Navegantes, o Fermenta Pão e Cozinha inaugurou, na segunda-feira (18), uma nova unidade em Porto Alegre. Localizado na rua 24 de Outubro, o espaço reúne as operações de café e padaria, além de incorporar buffet no almoço e, em breve, massas e pizzas artesanais no jantar.

O negócio, que ganhou destaque pelos pães artesanais, croissants e outros produtos de boulangerie, tem entre os sócios o empreendedor Nelson Ramalho, à frente do MuleBule e do Refeitório, que atende a comunidade do Instituto Caldeira. Apesar da inauguração recente, o empresário já adianta mais um passo na expansão da marca, uma operação na Praça Otávio Rocha, no Centro Histórico de Porto Alegre.

O 4º Distrito é a nossa casa. A 24 de Outubro é um lugar de extrema visibilidade, fluxo, assim como também vai ser a Praça Otávio Rocha, que é um resgate histórico de toda a nossa cidade e uma devolução para a comunidade”, afirma Ramalho.

O projeto no Centro irá funcionar em um modelo de cooperação com a prefeitura municipal. A proposta prevê que os empreendedores utilizem o espaço para fins comerciais e, em contrapartida, sejam responsáveis pela revitalização e manutenção da praça.

O projeto da nova operação já foi elaborado pelo Fermenta e a equipe está em fase de tratativas com a prefeitura para viabilizar a ocupação da área. A expectativa é que a operação seja aberta no fim de novembro.
Operando desde outubro de 2025 no Shopping DC Navegantes, o Fermenta Pão e Cozinha inaugurou, na segunda-feira (18), uma nova unidade em Porto Alegre. Localizado na rua 24 de Outubro, o espaço reúne as operações de café e padaria, além de incorporar buffet no almoço e, em breve, massas e pizzas artesanais no jantar.

O negócio, que ganhou destaque pelos pães artesanais, croissants e outros produtos de boulangerie, tem entre os sócios o empreendedor Nelson Ramalho, à frente do MuleBule e do Refeitório, que atende a comunidade do Instituto Caldeira. Apesar da inauguração recente, o empresário já adianta mais um passo na expansão da marca, uma operação na Praça Otávio Rocha, no Centro Histórico de Porto Alegre.

O 4º Distrito é a nossa casa. A 24 de Outubro é um lugar de extrema visibilidade, fluxo, assim como também vai ser a Praça Otávio Rocha, que é um resgate histórico de toda a nossa cidade e uma devolução para a comunidade”, afirma Ramalho.

O projeto no Centro irá funcionar em um modelo de cooperação com a prefeitura municipal. A proposta prevê que os empreendedores utilizem o espaço para fins comerciais e, em contrapartida, sejam responsáveis pela revitalização e manutenção da praça.

O projeto da nova operação já foi elaborado pelo Fermenta e a equipe está em fase de tratativas com a prefeitura para viabilizar a ocupação da área. A expectativa é que a operação seja aberta no fim de novembro.

Operação híbrida

A nova unidade do Fermenta Pão e Cozinha na 24 de Outubro nasceu de um convite da associação de proprietários e lojistas do prédio, após a saída de um antigo negócio que funcionava no local desde 2022. Segundo Nelson, a localização foi escolhida por ser um ponto de alta visibilidade e fluxo na Capital e por atender a uma demanda da região por padaria artesanal e cafés especiais.

“Hoje, o mercado de alimentação tem um colchão de rentabilidade muito curto. Então, quanto mais tu utilizas teu processo de cozinha e crias condições de poder ter um produto que seja bastante versátil, ele funciona”, comenta o empreendedor, sobre a estratégia de concentrar diferentes operações em um mesmo negócio.

A ideia é que o novo Fermenta funcione da manhã ao jantar. Os horários ainda serão definidos nos próximos dias. A intenção é que a padaria e cafeteria opere a partir das 7h30min, oferecendo pães, croissants e folhados artesanais, além de cafés especiais vindos do Cerrado Mineiro.

“Hoje, existe um clamor popular muito grande dentro de Porto Alegre pelos croissants. Nós temos colaboradores maravilhosos, com uma técnica muito grande na parte dos folhados”, comenta Nelson, sobre o carro-chefe da operação.

No almoço, o Fermenta Cozinha começa a operação com um buffet premium, com foco em saladas, produtos orgânicos e cozinha de território. “Os nossos chefs também elaboraram um cardápio potente, com sabor de casa, de cozinha tradicional”, afirma.

Já a operação de jantar, voltada para massas e pizzas artesanais, ainda não está funcionando. De acordo com o empreendedor, essa frente deve ser inaugurada em aproximadamente um mês.

A nova unidade também ampliou o quadro de funcionários do negócio. São cerca de 27 novos colaboradores, e a capacidade total do espaço é de aproximadamente 130 lugares.

Resíduos que viram decoração

A ampliação da marca também mantém uma característica presente nos projetos anteriores do grupo: o uso de materiais reaproveitados na composição dos ambientes. O conceito da nova unidade foi desenvolvido pela arquiteta Lisiara Simon, da Trino Arquitetura, esposa de Nelson, que também participou da concepção dos espaços anteriores do grupo.

Na 24 de Outubro, aproximadamente 22,8 mil tubos de creme dental que seriam descartados foram incorporados à decoração. O material aparece em diferentes elementos do ambiente, incluindo bases e peças do mobiliário. “Eu não gosto de chamar de lixo, porque acho que, na realidade, lixo é uma coisa que nem deveria existir”, explica Lisiara.

A arquiteta também utilizou madeira, fibras e vegetação, buscando aproximar o ambiente de elementos naturais. Outro material reaproveitado aparece em discos decorativos de acrílico, produzido a partir de resíduos do material utilizado, inclusive, em moldes odontológicos.

Para Lisiara, a proposta é justamente mostrar que materiais reciclados podem assumir novas funções sem perder o apelo estético. “Como a gente tem aquela ideia de que a reciclagem é uma coisa feia, ainda existe esse preconceito. A gente tenta mostrar que, quando bem feito, de uma outra maneira, as coisas podem ser bonitas também”, afirma a arquiteta.

A escolha dos materiais também dialoga com uma preocupação ambiental que, segundo a arquiteta, acompanha os projetos da marca. A intenção é transformar resíduos em elementos úteis e estéticos, retirando materiais que poderiam ter como destino aterros sanitários ou o meio ambiente.

“Tudo que a gente pode pensar como resíduo e reutilizar para novas formas, novas funções, é muito válido. E eu acho que a arquitetura também, por ser um dos lugares, assim como a indústria têxtil, de maior geração de lixo e que prejudica demais, cada vez que a gente ressignifica e traz à tona novas possibilidades de uso, mostra que é possível fazer diferente”, afirma.