Gustavo Marchant

Gustavo Marchant Estagiário do GeraçãoE


Negócios

Solo, mas não sozinho: dicas de quem forma novos empreendedores

Confira as dicas de Leonardo Cruz, professor de Gastronomia na Pucrs, sobre como tocar um negócio sozinho
Ter uma boa ideia de negócio é essencial, mas está longe de ser suficiente. Quem empreende sozinho precisa também cuidar das finanças, organizar a produção, pensar na venda e construir uma imagem — tudo ao mesmo tempo. Para entender melhor esse universo que dá conta de diferentes frentes, o GeraçãoE conversou com Leonardo Cruz, professor de Gastronomia na Escola de Ciências da Saúde e da Vida da Pucrs, consultor gastronômico e pesquisador na Ufrgs. Confira as dicas:
Ter uma boa ideia de negócio é essencial, mas está longe de ser suficiente. Quem empreende sozinho precisa também cuidar das finanças, organizar a produção, pensar na venda e construir uma imagem — tudo ao mesmo tempo. Para entender melhor esse universo que dá conta de diferentes frentes, o GeraçãoE conversou com Leonardo Cruz, professor de Gastronomia na Escola de Ciências da Saúde e da Vida da Pucrs, consultor gastronômico e pesquisador na Ufrgs. Confira as dicas:
1. Dinheiro próprio X dinheiro do negócio
"O maior problema costuma ser não fazer direito o cálculo de custo da mercadoria vendida e ficar sempre correndo atrás de dinheiro para conseguir produzir mais. Por isso, a dica para um empreendedor inicial é diferenciar o que é dinheiro do negócio e o que é dinheiro próprio. Ter mais de uma conta no banco hoje em dia é bem fácil, não precisa ser uma conta PJ, o importante é separar o dinheiro da produção do que é dinheiro próprio dele."
2. Demanda e desperdício
"É ter um bom método de conservação, uma embalagem adequada que mantenha o produto naquela característica sensorial. Existe uma confusão sobre a validade dos alimentos: não é só uma questão de risco à saúde depois de alguns dias. Em três, quatro dias já perdeu a textura, o sabor, a coloração. Para o uso integral, o segredo é manter as práticas sanitárias, lavar bem e aproveitar os subprodutos que sobram do preparo."
3. Sair da informalidade
"Quem tem CNPJ consegue melhores condições de compra — produtos por 30%, 25% mais baratos, o que impacta demais na lucratividade. Existe um investimento inicial para abrir um MEI, mas ele se paga muito rápido."
4. Achar o público e a maneira de fazer
"Assim como quem entra num hospital precisa vestir jaleco e falar de um jeito específico com o paciente, quem está vendendo também precisa assumir uma postura e uma linguagem de vendedor. O primeiro passo é entender bem qual é o produto e para quem ele é vendido. Isso define onde vender fisicamente e, principalmente, como se comunicar, o que considero o ponto mais importante."
5. A internet como aliada do empreendedorismo
"É preciso entender o que leva alguém a comprar algo. Quer ver minha produção? Coloca no QR Code, mostra a página, o processo, que a cozinha é limpa. Isso fideliza bem, mostra profissionalismo, mesmo quem ainda está em crescimento."
6. O ingrediente que não tem receita
"A dica é sempre a paixão. Se tiver paixão, normalmente dá certo."
7. Use as redes como vitrine
"Tudo é portfólio: mesmo produzindo em casa, publicar a rotina com capricho e higiene transmite profissionalismo, atrai clientes e abre portas. Para quem não tem verba inicial para contratar um designer, até mesmo a IA pode ajudar a tirar as ideias da cabeça, como a própria identidade visual do negócio."